Caminhoneiros de diferentes regiões do Brasil confirmaram que irão paralisar suas atividades nesta quinta-feira (4/12). O movimento, articulado por autônomos e profissionais ligados a entidades de transporte de cargas, tem como objetivo reivindicar melhores condições de trabalho, estabilidade contratual e maior valorização da categoria.
Entre as principais demandas estão o cumprimento das leis vigentes, a reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e a criação de uma aposentadoria especial após 25 anos de atividade. A mobilização também denuncia a baixa remuneração, a pressão por prazos cada vez mais rígidos e a falta de segurança nas estradas.
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De acordo com o caminhoneiro e influenciador digital Daniel Souza, que reúne milhares de seguidores nas redes sociais, a situação chegou a um ponto insustentável. “O respeito com a nossa classe acabou”, afirmou.
Entidades como a Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens já sinalizaram apoio à paralisação, garantindo suporte logístico e jurídico caso o movimento se concretize. A Confederação Nacional dos Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bens e Cargas, no entanto, ainda não se manifestou oficialmente sobre a adesão nacional.
Segundo informações apuradas pelo portal Metrópoles e pelo Brasil 247, a paralisação desta semana marca uma mudança de foco em relação à tentativa de greve anterior, que havia sido associada a pautas políticas e não obteve adesão significativa. Agora, o discurso das lideranças está concentrado em questões econômicas e trabalhistas, buscando dar legitimidade ao movimento e ampliar a participação da categoria.
Fonte: Metrópoles


