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Contran muda regras da CNH e retira exigência de aulas em autoescolas

Governo aposta em redução de custos e simplificação do processo; provas teóricas e práticas seguem obrigatórias.

Foto. Internet

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta segunda-feira (1º) uma resolução que altera de forma significativa o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A principal mudança é o fim da obrigatoriedade das aulas em autoescolas, permitindo que candidatos escolham como se preparar para os exames.

A norma entrará em vigor após publicação no Diário Oficial da União, prevista para os próximos dias. Segundo o governo federal, o objetivo é reduzir custos e burocracias, ampliando o acesso à habilitação.

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Principais mudanças

  • Aulas teóricas: deixam de ter carga horária mínima. Conteúdo seguirá diretrizes do Contran e poderá ser oferecido presencialmente ou online, por autoescolas, entidades credenciadas ou plataformas do governo.
  • Aulas práticas: carga mínima cai de 20 para 2 horas. O candidato poderá usar seu próprio veículo, desde que acompanhado por instrutor autorizado e que o carro atenda às normas de segurança.
  • Instrutores autônomos: profissionais poderão atuar de forma independente, após curso de formação e autorização do Detran.
  • Provas: continuam obrigatórias. Exames teóricos terão questões objetivas e exigirão mínimo de 20 acertos. Provas práticas serão avaliadas por comissão de três membros, com possibilidade de uso do veículo do candidato.
  • Prazo de validade: o processo de habilitação deixa de ter prazo fixo de 12 meses e passa a ser indeterminado.
  • Categorias C, D e E: exame toxicológico segue obrigatório para motoristas de caminhões, ônibus e carretas.

Impacto esperado

De acordo com o Ministério dos Transportes, cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem atualmente sem habilitação. Pesquisa realizada em abril apontou que o custo elevado é o principal motivo para que um terço da população não tenha CNH.

Com as novas regras, o governo espera ampliar o número de condutores habilitados e reduzir o índice de motoristas sem formação adequada.

 

Fonte G1.

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