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Entram em vigor novas exigências para reforçar segurança das chaves Pix

Bancos devem cruzar dados com a Receita Federal para impedir fraudes e inconsistências cadastrais

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Brasília – Começaram a valer nesta terça-feira (1º) as novas regras de segurança do sistema Pix, que exigem que instituições financeiras verifiquem a validade dos dados dos usuários diretamente com a base da Receita Federal. O objetivo é coibir fraudes, como o uso indevido de CPFs de pessoas falecidas ou com informações incorretas no cadastro de chaves.

As mudanças foram anunciadas pelo Banco Central em março e devem atingir cerca de 1% das chaves ativas atualmente. A verificação abrangerá tanto o registro de novas chaves quanto alterações, solicitações de portabilidade ou disputas de posse.

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A principal preocupação da autoridade monetária é impedir que golpistas vinculem dados incorretos ou falsos a uma chave Pix, dificultando o rastreamento de transferências irregulares. Erros nas bases de bancos e instituições de pagamento são apontados como brechas exploradas por criminosos.

O que muda com as novas diretrizes

As chaves Pix afetadas pelas medidas estão vinculadas a CPFs ou CNPJs com inconsistências cadastrais. Segundo o BC, entre os casos identificados estão:

Pessoas físicas:

  • 4,5 milhões de CPFs com erro na grafia do nome;

  • 3,5 milhões de CPFs de pessoas falecidas;

  • 30 mil CPFs suspensos;

  • 20 mil CPFs cancelados por duplicidade ou decisão judicial;

  • 100 CPFs nulos devido a fraudes ou falhas graves no cadastro.

Pessoas jurídicas:

  • Quase 1 milhão de CNPJs inaptos por omissão de declarações contábeis;

  • 651 mil CNPJs baixados de empresas encerradas;

  • 33 mil CNPJs suspensos por descumprimento de obrigações legais.

A exclusão dessas chaves está programada para começar ao longo de julho.

Dúvidas frequentes sobre as mudanças

  • Quem decidiu as novas regras?
    O Banco Central, que é responsável pelo desenvolvimento e operação do Pix.

  • Usuários com dívidas ou nome sujo serão afetados?
    Não. A medida se limita a inconsistências no cadastro da Receita Federal. Dívidas ou restrições no nome não interferem no uso das chaves.

  • As chaves aleatórias serão impactadas?
    Sim. Caso o usuário deseje alterar dados vinculados a esse tipo de chave, será necessário excluí-la e registrar uma nova.

  • E as chaves por e-mail?
    A partir de abril, chaves vinculadas a e-mails não poderão mais ser transferidas de uma pessoa para outra.

  • Chaves por número de telefone continuarão funcionando normalmente?
    Sim. Essas chaves ainda poderão ser trocadas de titular ou conta, devido à frequência com que usuários mudam de número.

Mudança em regra de devoluções

Outra atualização importante: desde novembro de 2024, havia um limite de R$ 200 para reembolso automático em transferências para contas sem chave cadastrada. Esse teto foi retirado, e agora vale a regra anterior, permitindo devoluções sem restrição de valor nesses casos.

Como saber se há problemas no CPF?

É possível consultar a situação cadastral do CPF diretamente no site da Receita Federal. Se o documento estiver suspenso, o usuário pode regularizar a situação preenchendo um formulário online.

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