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Economia

Igualdade salarial ainda avança pouco, apesar do aumento de mulheres no mercado de trabalho

Se a massa salarial acompanhasse o aumento da presença feminina (41,1%), R$ 92,7 bilhões poderiam ser injetados na economia.

( Foto: Miguel Ângelo/ CNI)

A presença das mulheres no mercado de trabalho aumentou, mas a igualdade salarial ainda avança pouco. Segundo o 4º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as mulheres recebem em média 21,2% menos que os homens nas 54 mil empresas com 100 ou mais funcionários.

Com base em 19,4 milhões de vínculos trabalhistas, a remuneração média feminina é de R$ 3.908,76, enquanto a dos homens é de R$ 4.958,43. Se a massa salarial acompanhasse o aumento da presença feminina (41,1%), R$ 92,7 bilhões poderiam ser injetados na economia.

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“As empresas precisam acelerar os planos de igualdade salarial”, afirmou Paula Montagner, subsecretária do MTE.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que é “inaceitável que mulheres negras recebam metade do rendimento de homens não negros” e defendeu mais políticas de apoio, como licença-paternidade ampliada e auxílio-creche.

Entre 2023 e 2025, a participação das mulheres ocupadas subiu de 40% para 41,1%, passando de 7,2 milhões para 8 milhões de empregadas. No mesmo período, a massa de rendimentos femininos cresceu de 34,1% para 35% do total.

A desigualdade é ainda maior entre mulheres negras e homens não negros: o salário médio delas é 53,3% menor (R$ 2.986,50 contra R$ 6.391,94).

Os estados com maior diferença salarial são Paraná e Rio de Janeiro (28,5%), enquanto Piauí (7,2%) e Amapá (8,9%) têm as menores.

Em 2025, o MTE realizou 787 fiscalizações sobre igualdade salarial, com 154 autos de infração. Das empresas obrigadas a divulgar seus relatórios, 71% já o fizeram.

A Lei 14.611/2023 obriga empresas com mais de 100 empregados a promover transparência e igualdade salarial entre homens e mulheres.

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