A Justiça do Amazonas decidiu manter em liberdade a médica investigada pela morte do menino Benício Xavier de Freitas, após analisar o pedido de prisão apresentado pelo delegado do 24º Distrito Integrado de Polícia, Marcelo Martins. A profissional prestou depoimento nesta sexta-feira (28), assim como a técnica de enfermagem que também participou do atendimento.
A defesa havia solicitado um habeas corpus preventivo, argumentando que não havia elementos que justificassem a prisão. A Justiça concordou, afirmando que a medida seria desproporcional e que não há provas concretas que indiquem risco de fuga ou ameaça à investigação.
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Os advogados informaram ainda que a médica colaborou com todas as etapas do inquérito e alegaram que ela tentou reverter o quadro do menino imediatamente após perceber que ele passou mal. Eles também disseram que a profissional está abalada com a repercussão do caso.
O delegado, no entanto, reforçou por que pediu a prisão. Ele explicou que, na visão da Polícia Civil, a médica teria falhado ao não verificar corretamente a prescrição destinada à criança, o que teria resultado em uma overdose de adrenalina. Para Marcelo Martins, a prisão evitaria que novas situações de risco acontecessem.
O caso segue sendo investigado como homicídio doloso qualificado. O Hospital Santa Júlia confirmou o afastamento tanto da médica quanto da técnica de enfermagem. Já o Conselho Regional de Medicina do Amazonas abriu procedimento para apurar a conduta das profissionais.


