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Máquina de lavar humanos vira atração no Japão e deve chegar ao mercado por R$ 2 milhões

O interesse foi tão grande que mais de 40 mil pessoas se inscreveram para testar a novidade durante a feira, encerrada em outubro.

(Foto: Reprodução de vídeo/YouTube/Channel JAPAN by Nikkei)

A aposta mais curiosa da Expo Osaka ganhou forma: uma máquina de lavar pessoas. Criada pela empresa japonesa Science, a Mirai Human Washing Machine chamou atenção do público e agora deve chegar ao mercado japonês por cerca de 60 milhões de ienes — aproximadamente R$ 2 milhões.

O equipamento funciona como uma cápsula de banho automatizada capaz de realizar todo o processo em cerca de 15 minutos. O interesse foi tão grande que mais de 40 mil pessoas se inscreveram para testar a novidade durante a feira, encerrada em outubro.

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A Yamada Holdings, uma das maiores varejistas de eletrônicos do país, vai exibir uma unidade de demonstração em sua megastore, em Tóquio, a partir de 25 de dezembro. O espaço terá também uma área para visitantes experimentarem a sensação. Apesar de confirmada a venda, a data de início das comercializações ainda não foi definida.

Com produção limitada entre 40 e 50 unidades a máquina é voltada para hotéis, spas, resorts e centros de banho. Ela mede cerca de 2,3 metros de comprimento e funciona de forma totalmente automática. O usuário se deita no interior da cápsula, semelhante a um cockpit de avião, e o sistema entra em ação: microbolhas ultrafinas e uma névoa suave fazem a limpeza profunda da pele, seguida por um processo de secagem interna, dispensando esforço físico e o uso de toalhas.

Além do banho, a cápsula monitora sinais vitais, como batimentos cardíacos, e oferece efeitos visuais e música ambiente para criar uma experiência de relaxamento — algo que, segundo a porta-voz da empresa, Sachiko Maekura, “lava o corpo e a alma”.

A ideia tem raízes antigas. Em 1970, a Sanyo Electric apresentou uma máquina de lavar humanos na Expo Osaka daquele ano. O protótipo marcou o atual presidente da Science, Yasuaki Aoyama, que decidiu retomar o conceito décadas depois.

O interesse internacional, inclusive de resorts dos Estados Unidos, ajudou a transformar o projeto em produto comercial. O primeiro comprador é um hotel em Osaka, que pretende oferecer o serviço aos hóspedes.

Embora a versão atual seja exclusiva para uso comercial, a empresa não descarta lançar um modelo doméstico no futuro. Por ora, a prioridade é atender à demanda criada pela Expo e permitir que mais pessoas vivenciem a experiência futurista que viralizou no Japão.

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