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Polícia Federal prende advogados suspeitos de atuar como mensageiros de facção criminosa no AM

Operação Roque é um desdobramento da Xeque-Mate, que teve como alvo o narcotraficante Alan do “Índio”

(Reprodução/CNA)

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira (6), quatro advogados apontados como integrantes de um núcleo jurídico e operacional de uma facção criminosa que atuava dentro e fora do sistema prisional do Amazonas. A ação faz parte da Operação Roque, deflagrada em Manaus, e é um desdobramento da Operação Xeque-Mate, que teve como alvo o narcotraficante Alan Sérgio Martins Batista, conhecido como Alan do Índio.

Os presos foram identificados como Janai de Souza Almeida (OAB 13996/AM), Ramyde Washington Abel Caldeira Doce Cardozo (OAB 12029/AM), Gerdeson Zuriel de Oliveira Menezes (OAB 11164/AM) e Alisom Joffer Tavares Canto de Amorim (OAB 16260/AM). Segundo a PF, eles teriam replicado ordens, bilhetes e deliberações estratégicas da facção, simulando atos de advocacia para encobrir comunicações ilícitas e repasses financeiros.

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Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e profissionais localizados em Manaus. Foram apreendidos equipamentos eletrônicos, mídias digitais, documentos e valores em espécie, que passarão por análise pericial.

Ainda conforme a PF, as prerrogativas profissionais dos advogados eram utilizadas de forma indevida para manter a estrutura hierárquica da facção, coordenando represálias, pactos interestaduais e movimentações financeiras ilegais.

O que diz a OAB/AM

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) informou que está acompanhando o cumprimento dos mandados de prisão e busca contra os advogados investigados.

Em nota, a instituição afirmou que “membros da Comissão de Defesa das Prerrogativas Profissionais acompanham o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão em desfavor de advogados”.

A OAB-AM acrescentou que “as violações às prerrogativas verificadas durante a operação estão sendo devidamente apuradas e as providências cabíveis serão adotadas, inclusive com a comunicação à autoridade judicial que expediu os mandados”.

Por fim, a entidade destacou que “permanece vigilante e presta toda a assistência necessária aos advogados e advogadas, reafirmando seu compromisso intransigente com a defesa das prerrogativas da advocacia e com o Estado Democrático de Direito”.

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