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Selic alta e tarifas dos EUA: como esses eventos impactam seu bolso?

Essas medidas, apesar de parecerem distantes, afetam diretamente a vida de todos nós, influenciando o custo do crédito, o preço de produtos e até mesmo o mercado de trabalho.

(Foto: Reprodução/Internet)

Nos últimos dias, dois acontecimentos mexeram com o cenário econômico brasileiro: a manutenção da taxa Selic em 15% e a decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas de 50% sobre diversos produtos brasileiros. Essas medidas, apesar de parecerem distantes, afetam diretamente a vida de todos nós, influenciando o custo do crédito, o preço de produtos e até mesmo o mercado de trabalho.

A Selic, que é a taxa básica de juros da economia, foi mantida no patamar mais alto dos últimos anos, tornando o Brasil o segundo país com maior juro real do mundo. Para quem tem dinheiro aplicado em renda fixa, a notícia é positiva, pois esses investimentos estão rendendo mais. Por outro lado, para quem depende de crédito, seja por meio de empréstimos, cartões ou financiamentos, o cenário é de cautela: o custo do dinheiro continua elevado, e se endividar pode sair ainda mais caro.

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Enquanto isso, a decisão do governo norte-americano de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, especialmente do agronegócio e da indústria, deve reduzir as exportações e pressionar setores importantes da nossa economia. Menor volume de vendas externas pode resultar em queda de produção, demissões e, consequentemente, uma desaceleração do crescimento econômico. Em contrapartida, alguns produtos que seriam exportados podem ficar mais baratos no mercado interno, o que pode ajudar a conter a inflação.

Diante desse cenário, a recomendação é clara: é hora de fortalecer o controle financeiro. Quem tem dívidas deve priorizar o pagamento das mais caras, como cartão e cheque especial, e evitar novos financiamentos. Para quem poupa, os investimentos em renda fixa continuam sendo uma boa alternativa, especialmente os atrelados à Selic ou à inflação. Empreendedores precisam estar atentos às mudanças nos custos e buscar diversificação para reduzir riscos.

O Brasil atravessa um momento delicado, e as decisões tomadas agora terão impacto no futuro próximo. Por isso, a melhor estratégia é adotar uma postura prudente, mantendo o orçamento equilibrado, aproveitando as oportunidades que os juros altos oferecem para quem investe e se preparando para enfrentar possíveis turbulências vindas do comércio exterior. Informação e planejamento serão, mais do que nunca, aliados fundamentais para proteger sua vida financeira.

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