A Justiça do Amazonas decidiu que Camila Barroso da Silva, ex-patroa de Geovana, e Antonio Cheton Lopes de Oliveira serão submetidos ao Tribunal do Júri pela morte da jovem. A data do julgamento, no entanto, ainda não foi definida.
A decisão de pronúncia foi proferida em abril deste ano e se tornou definitiva em 28 de julho, após o fim do prazo para recursos. Com isso, o processo entrou na fase de preparação para o julgamento.
Agora, acusação e defesa devem apresentar as testemunhas que pretendem levar ao plenário e solicitar eventuais diligências. Depois dessa etapa, a Justiça poderá marcar a sessão do Tribunal do Júri.
Relembre o caso
Geovana Costa Martins tinha 20 anos e trabalhava como babá na casa de Camila Barroso. Ela foi encontrada morta em agosto de 2024, em uma área de mata no bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus.
Segundo a investigação realizada na época, a jovem teria sofrido agressões e exploração sexual enquanto trabalhava para Camila. A polícia também investigou a possível participação de outras pessoas no crime.
Camila foi presa em agosto de 2024 e, segundo as autoridades, negou envolvimento na morte. Antonio Cheton também responde ao processo.
A decisão de pronúncia não significa condenação. Cabe aos jurados, durante o julgamento, decidir se os acusados são responsáveis pelos crimes que constam na acusação.
Até o momento, a Justiça do Amazonas não informou a data do júri.
