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DRÁCULA: UMA HISTÓRIA DE AMOR ETERNO – Luc Besson e sua equipe nos entregam um belíssimo filme

Mais uma qualidade do filme são as interpretações. Christoph Waltz lembra seus melhores momentos, fazendo um padre semelhante aos seus personagens em Bastardos Inglórios e Jango Livre (ambos dirigidos por Tarantino).

(Foto: Reprodução/internet)

Roteiro e Direção: Luc Besson

Baseado na obra de Bram Stoker

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Com Caleb Landry Jones, Zoë Bleu, Christoph Waltz, Matilda De Angelis.

EUA, 2025

Estreia nos cinemas em 07/08/2025

Chega aos cinemas mais uma adaptação da obra de Bram Stoker sobre o vampiro mais famoso de todos os tempos, melhor dizendo, de toda a eternidade. Impossível contar o número de filmes já realizados, pois já passam de 200.

E o que faz dessa nova película de Luc Besson, renomado diretor francês, valer a pena? Muitas coisas. A começar pelo recorte do roteiro que humaniza o vampiro, dando destaque à paixão que o Conde Drácula sente por sua amada Elisabeta. Uma paixão que, literalmente, transcende gerações e reencarnações.

Na cena de abertura Besson apresenta um jovem casal no auge da paixão. Como duas crianças, Elisabeta e o príncipe brincam, se sujam de comida e fazem guerra de travesseiros. Além, é claro, de transarem loucamente. É o que estão fazendo quando são interrompidos pelos afazeres militares do rapaz. Que sai numa missão e não volta a tempo de salvar sua amada. Outro tema presente é a religião. Ao perder o amor de sua vida, Drácula renega a religião e por isso é castigado com a vida eterna.

Também chamam atenção o design de produção, uma ótima reconstituição de época e a belíssima fotografia de Colin Wandersman. Tudo isso se evidencia principalmente na sequência em que Drácula usa seu perfume que deixa as mulheres enlouquecidas. Todas elas, nos diferentes ambientes por onde passa, de palácios a conventos, são atraídas por ele. Literalmente rastejando aos seus pés com olhos sedentos de luxúria.

Mais uma qualidade do filme são as interpretações. Christoph Waltz lembra seus melhores momentos, fazendo um padre semelhante aos seus personagens em Bastardos Inglórios e Jango Livre (ambos dirigidos por Tarantino). Matilda de Angelis rouba algumas cenas como Maria, a principal ajudante do conde na sua missão, que se torna a melhor amiga de Mina. A própria, vivida por Zoë Bleu, que compõe duas personagens distintas. A princesa Elisabeta cheia de atitude e personalidade e a frágil e deslocada Mina, sua reencarnação.

Por fim, Caleb Landry Jones também dá múltiplas facetas ao protagonista. O príncipe raivoso do começo do filme, o conde obstinado e triste com a ausência da amada, mas o melhor mesmo é sua versão cadavérica. Com excelente maquiagem, o ator transborda cinismo e sarcasmo ao lidar com Jonathan, jovem advogado e noivo de Mina, que aparece em seu castelo.

Quando um diretor criativo e renomado adapta um clássico, as expectativas costumam ser altas. O que pode resultar em decepção. Mas nesse caso, Luc Besson, o elenco e a equipe nos entregam um filme que honra a qualidade do material original.

 

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