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Dragagem começa com atraso no mês de outubro entre Manaus e Itacoatiara

Medida estava prevista para ocorrer em junho, mas contrato foi assinado em setembro.

Foto: Divulgação

A draga Hopper, que irá realizar o processo de dragagem da enseada do rio Madeira e na costa do Tabocal, entre Manaus e Itacoatiara, está prevista para chegar na capital amazonense em 12 de outubro, três meses depois do prazo inicial estipulado pelo governo federal. O atraso deve fazer com que a dragagem não surta efeitos positivos neste ano, gerando benefícios somente em 2025.

A avaliação é da coordenadora de marketing da empresa SuperTerminais, Larissa Holanda. Em entrevista na segunda-feira (23) no píer provisório instalado em Itacoatiara, ela destacou que os efeitos da dragagem só deverão ser sentidos na próxima estiagem.

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“A dragagem, se ela for feita agora, é muito provável que ela não funcione para esse ano. É uma operação crítica, que precisa de água. Muitos pontos já estão secos e o trecho para navegação de carga é um trecho grande. Então se o governo correr e começar a dragagem agora, talvez funcione para o ano que vem”, disse.

A licitação para dragagem foi anunciada no mês de abril. A ideia inicial do governo federal era antecipar o procedimento nos rios Madeira, Amazonas, Juruá e Purus para junho como forma de reduzir os impactos negativos da seca. A promessa havia sido firmada ao governador Wilson Lima (União) após reunião com os ministros Silvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos, e Waldez Góes (PDT), da Integração e Desenvolvimento Regional.

No entanto, a licitação só foi decidida em julho, com vitória da empresa paulista DTA Engenharia, que receberá R$ 118,9 milhões para dragar e sinalizar o rio Amazonas entre Manaus e Itacoatiara. O contrato foi assinado no início de setembro durante uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à cidade de Manaus.

Ainda em agosto, poucos dias antes da vinda de Lula, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, criticou a falta de dragagem nos trechos críticos para importação de insumos e escoamento da produção da Zona Franca de Manaus.

“Acho que o que era para ser tomado já foi feito. Agora, infelizmente nós não tivemos a dragagem daquilo que foi prometido pelo nosso vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), não aconteceu”, disse à época.

A eficiência da dragagem para este ano já havia sido questionada pelo doutor em engenharia de Transportes Augusto César Barreto Rocha, coordenador da Comissão de Logística do Centro das Indústrias do Amazonas (Cieam) e diretor adjunto da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam).

“A dragagem não vai funcionar. E não é uma questão de equipamento, é uma questão de volume de sedimentos chegando. Tem uma hidrodinâmica absurdamente grande naquela região do rio Amazonas, então não há como a dragagem funcionar. Teria que ter um mapeamento com muita precisão sobre como se move essa água, como se movem esses sedimentos, para definir onde é o canal de dragagem, onde se quer fazer o canal de dragagem. O problema não é o equipamento”, ressaltou.

*Fonte: Acrítica

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