Manaus, AM – 09/02/2026 – A militarização das escolas voltou ao centro das discussões nesta semana após episódios polêmicos em unidades de São Paulo e do Paraná. Em Caçapava, monitores escreveram palavras com erros de grafia na lousa durante o primeiro dia de aula, como “descançar” e “continêcia”. O caso foi registrado em vídeo pela TV Vanguarda e viralizou nas redes sociais. O governador Tarcísio de Freitas saiu em defesa dos policiais militares reformados, afirmando que sua função é ensinar postura e disciplina, não conteúdo pedagógico.
No Paraná, denúncias de assédio sexual contra militares em escolas cívico-militares resultaram em investigações e demissões. Em Cornélio Procópio, nove meninas relataram toques indevidos de um funcionário militar. O governo estadual informou que mantém política de “tolerância zero” e já desligou 14 profissionais.
Apesar das críticas de especialistas e entidades, o modelo segue em expansão em estados como São Paulo, Paraná e Distrito Federal, onde pesquisas internas apontam altos índices de aprovação entre pais e responsáveis. O Ministério da Educação esclareceu que não tem mais participação no programa desde o fim do Pecim, em 2023, e que a manutenção das escolas é responsabilidade dos governos estaduais.
Organizações como o Sindicato dos Professores de São Paulo e o Comitê de Direitos da Criança da ONU alertam para riscos à formação democrática e ao desenvolvimento crítico dos estudantes.
Fonte: Correio Braziliense
