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Fiocruz confirma primeiros casos de encefalite equina venezuelana no Amazonas

A descoberta foi possível por meio de testes de PCR em tempo real desenvolvidos pela própria Fiocruz e confirmados por sequenciamento genético.

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Três pessoas, dois homens e uma mulher, foram diagnosticadas com encefalite equina venezuelana neste ano no município de Tabatinga, no interior do Amazonas. A confirmação foi divulgada nesta quarta-feira (27/8) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a partir de pesquisas realizadas pelo estudo FrontFever.

Segundo a instituição, trata-se da primeira detecção do vírus em residentes da cidade, localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. A descoberta foi possível por meio de testes de PCR em tempo real desenvolvidos pela própria Fiocruz e confirmados por sequenciamento genético.

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O virologista Felipe Gomes Naveca, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), destacou que o vírus pode estar subdiagnosticado na região. “Nossos achados identificam o VEEV como uma causa subdiagnosticada de doença febril aguda na Amazônia brasileira”, afirmou.

A Fiocruz informou que as autoridades de saúde foram notificadas em 31 de julho e que o município de Tabatinga emitiu alerta de risco. O caso também foi apresentado no II Encontro da Rede Genômica da Fiocruz, em 14 de agosto, como exemplo da importância da vigilância genômica no monitoramento de arbovírus e outros vírus emergentes.

O que é a doença ?
A encefalite equina venezuelana é causada por um alphavirus transmitido por mosquitos e que acomete humanos e equinos. Nos casos mais graves, a inflamação no cérebro pode provocar sequelas motoras, cognitivas, comportamentais e emocionais. Porém, a maior parte das infecções ocorre apenas como um quadro febril, sem complicações graves.

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