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Educação

MEC regulamenta programa “Juros por Educação” para ampliar formação técnica no ensino médio

Estados poderão reduzir juros da dívida com a União em troca de investimentos em cursos técnicos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília (DF) – O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta terça-feira (30), no Diário Oficial da União, a portaria que regulamenta o Programa Juros por Educação, iniciativa que permite aos estados renegociar dívidas com a União em troca de investimentos na educação profissional e tecnológica (EPT) de nível médio.

Objetivo

O programa busca ampliar matrículas em cursos técnicos estaduais e melhorar a infraestrutura da oferta de EPT, seguindo as diretrizes do Plano Nacional de Educação (PNE). Serão beneficiados:

  • Estudantes do ensino médio articulado à EPT (formas integrada e concomitante).
  • Jovens que já concluíram o ensino médio e desejam ingressar em cursos técnicos (forma subsequente).
  • Alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na forma integrada à educação profissional.

Metas

Após a renegociação das dívidas, estados e Distrito Federal pactuarão com o MEC metas anuais de expansão de matrículas, calculadas com base no déficit de cada unidade federativa e ajustadas pela população segundo o Censo Demográfico de 2022 (IBGE).

  • Só serão consideradas matrículas criadas após a adesão ao programa.
  • É obrigatório o registro de frequência para validação.
  • Caso a meta não seja cumprida, o saldo devedor é redistribuído para os anos seguintes.

Investimentos

Os estados deverão aplicar mínimo de 60% dos recursos economizados com a dívida em ensino técnico. Em casos excepcionais, o percentual pode cair para 30%.

  • Capital: obras, ampliações de escolas e compra de equipamentos.
  • Custeio: pagamento de pessoal, material didático, bolsas de permanência e formação de professores.

Cada estado deverá apresentar um Plano de Aplicação em até 30 dias após a adesão, detalhando municípios, cursos e cronograma físico-financeiro.

Transparência

  • Publicação de balanços semestrais (janeiro e julho).
  • Envio de relatório anual ao MEC.
  • Registro obrigatório de matrículas e planos no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec).

Parcerias

Os cursos poderão ser ofertados diretamente pelas redes estaduais ou em parceria com instituições como o Sistema S (CNI) e escolas privadas. A responsabilidade pela qualidade e fiscalização, no entanto, permanece com os estados e o Distrito Federal.

Contexto

O Juros por Educação integra o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), criado pela Lei Complementar nº 212/2025, que autoriza renegociação de dívidas em troca de investimentos em áreas estratégicas.

As metas coincidem com as diretrizes do PNE (metas 10 e 11), reforçando o compromisso de preparar jovens para o mundo do trabalho e promover inclusão social e econômica por meio da educação técnica.

Fonte: Agência Brasil

 

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