Um repórter da Jovem Pan foi hostilizado por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um ato realizado na terça-feira (13), no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. João Vitor Revedilho fazia uma entrada ao vivo quando participantes começaram a atirar objetos em sua direção e a gritar ofensas contra a emissora.
Diante da situação, o jornalista precisou interromper a reportagem. Durante a transmissão, ele relatou as dificuldades para continuar o trabalho e pediu desculpas ao apresentador Thiago Uberreich e ao público que acompanhava o jornal.
“Não consigo falar mais, a gente está sendo muito hostilizado aqui. Estão tacando várias coisas, ofensas, e a gente não consegue entrar no ar”, afirmou Revedilho.
Na sequência, integrantes da segurança do evento acompanharam o repórter até uma área coberta.
Organização repudia hostilização
Em nota, a organização do ato repudiou a conduta de participantes contra a equipe da Jovem Pan e afirmou que atitudes que restringem a liberdade de imprensa são inaceitáveis.
O comunicado também declarou que o evento tinha caráter pacífico e democrático e que o comportamento dos envolvidos não representava os princípios defendidos pela mobilização.
Após o episódio, o ex-ministro Fernando Haddad telefonou para o jornalista para manifestar solidariedade. O presidente do PT, Kiko Celeguim, e o coordenador Marco Aurélio Carvalho também manifestaram apoio, segundo a nota da organização.
O comunicado terminou com uma reafirmação de solidariedade aos profissionais envolvidos e de compromisso com a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão.
