Olá, amados!
É com muita alegria que apresento a segunda edição da Vitrine Castello, um espaço editorial do Portal Castello dedicado a valorizar pessoas, marcas, profissionais e negócios que se destacam em diferentes segmentos da sociedade.
Nossa proposta é dar visibilidade a boas histórias, revelar talentos, conhecer trajetórias inspiradoras e apresentar iniciativas que contribuem para o desenvolvimento do mercado e da comunidade.
E, como já sabem, temos um encontro marcado toda semana por aqui! Além da revista eletrônica, a Vitrine Castello também ganha vida em um programa especial no YouTube, com entrevistas, interação e conversas que aproximam o público dos protagonistas de cada edição.
Nesta semana, o destaque é a saúde e a importância de compreender o corpo para além dos sintomas. Tenho a honra de apresentar Cyntya Barros, fisioterapeuta com atuação em Reeducação Postural Global (RPG) e acupuntura, que compartilha a trajetória profissional e esclarece como essa prática terapêutica pode integrar uma estratégia de cuidado voltada à saúde e à qualidade de vida.
Dor, ansiedade, estresse, alterações do sono, menopausa, enxaqueca e desconfortos na coluna estão entre os temas abordados nesta conversa esclarecedora.
Sejam muito bem-vindos à Vitrine Castello, onde histórias que inspiram encontram espaço para brilhar!
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🌿 NA VITRINE
Cyntya Barros | Fisioterapia, RPG e Acupuntura
Instagram: @acupuntura_manaus
“Não espere o seu corpo gritar para começar a cuidar dele.”
Com uma abordagem que considera o paciente de maneira integral, Cyntya Barros defende a importância de compreender os diferentes fatores que podem estar associados à dor e ao desconforto físico.
Ao longo da entrevista, a fisioterapeuta explica os princípios da acupuntura, aborda as dúvidas mais frequentes dos pacientes e destaca a importância da avaliação individualizada, do acompanhamento profissional e da integração entre diferentes estratégias de cuidado.
A conversa também ajuda a desmistificar a prática, afastando a ideia de que a acupuntura depende de crença ou deve ser procurada apenas quando outras alternativas não apresentam os resultados esperados.
Mais do que falar sobre agulhas, esta edição propõe uma reflexão sobre escuta, prevenção, cuidado e qualidade de vida.
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01 | A PROFISSIONAL POR TRÁS DA ACUPUNTURA
Quem é a profissional por trás do perfil @acupuntura_manaus e como nasceu a trajetória na acupuntura?

CYNTYA BARROS — Sou Cyntya Barros, fisioterapeuta com atuação em RPG e acupuntura. Minha formação inicial me aproximou do universo da dor e da reabilitação, mas, ainda durante a prática clínica no estágio universitário, comecei a perceber que, muitas vezes, tratar apenas a estrutura corporal não era suficiente.
O paciente chegava com dor, mas também apresentava sono ruim, estresse, ansiedade, tensão muscular, alterações digestivas e cefaleias. Foi nesse contexto que a acupuntura começou a fazer cada vez mais sentido para mim.
Hoje, ela ocupa um lugar central na minha prática porque me permite trabalhar a queixa principal sem perder de vista o paciente como um todo.
02 | AFINAL, O QUE É ACUPUNTURA?
O que é acupuntura e como ela atua no organismo?
CYNTYA BARROS — A acupuntura é uma prática terapêutica originária da Medicina Tradicional Chinesa, realizada por meio da estimulação de pontos específicos do corpo, principalmente com agulhas muito finas.
Gosto de explicar que ela não precisa ser vista como algo místico. Existem estudos científicos que investigam os efeitos da estimulação desses pontos sobre mecanismos relacionados à modulação da dor, ao sistema nervoso e à liberação de substâncias envolvidas na analgesia.
Portanto, temos um conhecimento tradicional milenar e, ao mesmo tempo, pesquisas que buscam compreender os mecanismos fisiológicos envolvidos nessa prática.
03 | ACUPUNTURA É SÓ PARA QUEM ESTÁ COM DOR?
Existe diferença entre procurar acupuntura durante uma crise de dor e utilizá-la como parte de uma estratégia de cuidado contínuo?
CYNTYA BARROS — Sim. Muita gente só se lembra da acupuntura quando chega a um ponto em que já não suporta a dor.
Recebo muitos pacientes nessa situação. Já utilizaram medicamentos, tentaram outras abordagens e chegam dizendo: “Agora vou tentar acupuntura”.
Mas ela não precisa ser considerada apenas um último recurso.
Depois que uma crise é controlada, dependendo do quadro clínico e da resposta ao tratamento, podemos avaliar a necessidade de sessões de manutenção e acompanhamento. Isso pode ser interessante para pacientes com condições recorrentes, como enxaqueca, tensão muscular e dores crônicas.
O importante é avaliar cada caso e definir a estratégia de cuidado mais adequada.
“A acupuntura não precisa ser o último recurso.”
04 | QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS QUEIXAS?
Quais são as queixas mais frequentes no consultório atualmente?
CYNTYA BARROS — A dor continua sendo uma das principais razões que levam as pessoas a procurar atendimento. Entre as queixas estão lombalgia, cervicalgia, ciatalgia, hérnia de disco, dores musculoesqueléticas, enxaqueca, fibromialgia e outras condições dolorosas.
Também recebo pacientes que relatam ansiedade, estresse e alterações do sono. Frequentemente, essas questões aparecem associadas.
Às vezes, a pessoa chega acreditando que o problema está apenas na região cervical, mas, durante a avaliação, percebemos que ela dorme mal, está extremamente estressada, range os dentes, apresenta cefaleia e vive em constante estado de tensão.
Por isso, não podemos olhar apenas para o pescoço. É necessário compreender o contexto em que aquela dor acontece.
05 | DOR, ANSIEDADE, ESTRESSE E INSÔNIA
Essas condições aparecem com frequência associadas na rotina clínica?
CYNTYA BARROS — Muito.
Existe uma relação importante entre essas condições. Quem dorme mal pode apresentar maior sensibilidade à dor. Quem vive sob estresse pode manter níveis elevados de tensão muscular. A própria dor crônica pode interferir no sono, no humor e na qualidade de vida.
A acupuntura pode integrar o cuidado de alguns desses pacientes, especialmente como uma estratégia complementar voltada à modulação da dor e ao manejo de sintomas associados ao estresse e às alterações do sono.
É importante, porém, não transmitir a ideia de cura milagrosa. Dependendo do quadro, o paciente pode precisar de acompanhamento médico, psicológico, fisioterapia, atividade física e mudanças de hábitos.
A acupuntura deve ser considerada dentro de uma estratégia de cuidado individualizada, e não como substituta de tratamentos necessários.
“Não dá para olhar só para aquele pescoço.”
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🌸 ACUPUNTURA E MENOPAUSA
A acupuntura pode ser uma aliada das mulheres durante a menopausa?
CYNTYA BARROS — Pode ser uma aliada no manejo de alguns sintomas.
Algumas mulheres procuram a acupuntura nesse período por causa de ondas de calor, alterações do sono, ansiedade, irritabilidade, dores e outras mudanças que afetam a qualidade de vida.
O ponto importante é compreender que a resposta varia de uma pessoa para outra. A acupuntura não substitui a avaliação ginecológica ou endocrinológica, nem dispensa tratamentos indicados individualmente.
Gosto muito da ideia de complementaridade. O objetivo é contribuir para que a mulher atravesse essa fase com mais qualidade de vida, dentro de um plano de cuidado adequado às necessidades dela.
🧠 ENXAQUECA E DORES NA COLUNA
Como a acupuntura pode contribuir para o cuidado de quem sofre com enxaqueca ou dores na coluna?
CYNTYA BARROS — São duas queixas muito frequentes no dia a dia clínico.
No caso da enxaqueca, é importante não avaliar apenas a crise daquele dia. Procuro compreender a frequência e a intensidade dos episódios, os possíveis gatilhos, a qualidade do sono, o nível de estresse, a presença de tensão cervical, o uso de medicamentos e o impacto da condição na vida do paciente.
Nas dores da coluna, acontece algo semelhante. Nem toda lombalgia tem a mesma origem, assim como nem toda cervicalgia pode ser explicada simplesmente pela postura.
Primeiro, precisamos entender o que está acontecendo. A partir dessa avaliação, a acupuntura pode integrar o plano de cuidado para o controle da dor, associada à fisioterapia, aos exercícios e a outras abordagens quando necessário.
🪡 ACUPUNTURA DÓI?
Essa é uma das dúvidas mais comuns: a acupuntura provoca dor?
CYNTYA BARROS — A maioria das pessoas chega com uma imagem muito diferente da experiência real. As agulhas utilizadas na acupuntura são extremamente finas.
Pode haver uma pequena sensação no momento da inserção e, em determinados pontos, peso, pressão, formigamento ou outra sensação durante a estimulação. Mas, geralmente, a experiência é bem diferente daquela que o paciente imaginava.
Na primeira sessão, converso bastante, faço uma avaliação e explico o procedimento.
É muito comum terminar o atendimento e ouvir:
“Era só isso? Eu estava com medo disso!”
Essa reação mostra como a informação e o acolhimento podem ajudar a reduzir o receio de quem nunca experimentou a técnica.
⏳ QUANTAS SESSÕES SÃO NECESSÁRIAS?
Existe uma quantidade ideal de sessões de acupuntura?
CYNTYA BARROS — Essa é uma das perguntas para as quais menos gosto de estabelecer um número fechado, porque depende de cada caso.
Uma dor aguda não se comporta da mesma maneira que uma dor presente há dez anos. Uma pessoa jovem e fisicamente ativa também pode apresentar uma evolução diferente daquela observada em um idoso com várias condições associadas.
Na minha prática, avalio a resposta do paciente e ajusto a frequência das sessões. Em alguns quadros, começamos com atendimentos mais frequentes e, conforme há evolução, podemos espaçar as sessões até chegar à manutenção ou à alta.
O tratamento precisa acompanhar a evolução clínica do paciente, e não simplesmente cumprir um número predeterminado de sessões.
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🔎 COMO ESCOLHER UM PROFISSIONAL?
O que o paciente deve observar antes de escolher um profissional de acupuntura?
CYNTYA BARROS — Formação e habilitação são fundamentais.
O paciente deve procurar informações sobre o profissional, conhecer a formação, verificar se está legalmente habilitado para exercer a atividade dentro da respectiva profissão e observar se são utilizados materiais adequados, especialmente agulhas estéreis e descartáveis.
Também chamaria a atenção para um aspecto simples, mas essencial: existe uma avaliação antes do início do tratamento?
A acupuntura não deve se resumir à escolha de alguns pontos e à aplicação de agulhas. Existe raciocínio clínico, investigação do histórico, avaliação individualizada e acompanhamento da evolução.
⚠️ EXISTEM CONTRAINDICAÇÕES?
Há situações em que a acupuntura exige cuidados especiais?
CYNTYA BARROS — Sim. Existem situações que exigem atenção, avaliação individualizada e, em alguns casos, adaptação da técnica.
Gestantes, pessoas que utilizam anticoagulantes, pacientes com alterações importantes da coagulação e indivíduos com determinadas condições clínicas precisam ser avaliados com cuidado. Áreas com infecções ou lesões de pele também exigem atenção.
Algumas modalidades, como a eletroacupuntura, apresentam precauções específicas.
Por isso, a avaliação inicial é tão importante. O profissional precisa conhecer o histórico do paciente para identificar possíveis riscos e decidir como conduzir o atendimento com segurança.
💚 O QUE MAIS SURPREENDE OS PACIENTES?
O que costuma surpreender as pessoas durante o tratamento?
CYNTYA BARROS — A quantidade de aspectos que elas começam a perceber além da queixa que motivou a consulta.
Às vezes, a pessoa chega por causa de uma dor na região lombar e retorna dizendo: “Minha dor melhorou, mas também dormi muito melhor nesta semana”.
Outra surpresa é descobrir que a acupuntura não é aquela experiência assustadora imaginada antes da primeira sessão.
Esses relatos mostram a importância de ouvir o paciente e acompanhar as mudanças ao longo do tratamento, sem perder de vista os objetivos definidos para cada caso.
🌿 UM OLHAR MAIS INTEGRAL PARA O CUIDADO
As pessoas estão buscando uma compreensão mais ampla da própria saúde?
CYNTYA BARROS — Sim, e percebo isso claramente no consultório.
O paciente está começando a entender que o corpo não funciona em departamentos isolados. Sono, alimentação, atividade física, estresse, saúde emocional e dor podem estar relacionados.
Isso não significa abandonar a medicina convencional, mas ampliar o olhar sobre as necessidades de cada pessoa.
Quando compreendemos melhor os diferentes fatores envolvidos em uma queixa, conseguimos construir estratégias de cuidado mais individualizadas e coerentes com a realidade do paciente.
🌴 ACUPUNTURA EM MANAUS
Existe alguma particularidade no atendimento em Manaus?
CYNTYA BARROS — Percebo uma rotina muito intensa. Temos trânsito, jornadas longas, calor, dificuldades de deslocamento e muitas pessoas tentando conciliar trabalho, família e atividade física.
Na clínica, observo pacientes que relatam estresse acompanhado de tensão muscular, cefaleias, alterações do sono e dores.
Também percebo uma procura crescente pela acupuntura e por outras práticas integrativas em Manaus. As pessoas estão mais informadas e chegam ao consultório fazendo perguntas que, alguns anos atrás, não eram tão frequentes.
Esse interesse reforça a importância de oferecer informações claras, acolhimento e atendimento profissional responsável.
“Acupuntura não depende de fé.”
🏃♀️ HISTÓRIAS QUE MARCAM
Qual experiência mais marcou a trajetória profissional?
CYNTYA BARROS — Tenho alguns casos que me marcaram, mas gosto muito de lembrar dos pacientes que acompanho por longos períodos.
Tenho uma paciente triatleta, por exemplo, que acompanhei durante ciclos extremamente exigentes de treinamento e competições de endurance, inclusive o Ironman.
Nesse tipo de acompanhamento, entendemos que não estamos simplesmente tratando uma dor que apareceu. Existe uma atleta submetendo o corpo a uma carga elevada, e é necessário acompanhar os sintomas, a recuperação e as necessidades ao longo desse processo.
Ver o paciente continuar fazendo aquilo que ama e saber que você participou dessa trajetória é muito gratificante.
Também acompanhei uma paciente de 94 anos que manteve a autonomia até o fim. Histórias como essas reforçam o valor do cuidado individualizado e da atenção às necessidades de cada pessoa.
🚫 O GRANDE MITO SOBRE A ACUPUNTURA
Qual é o maior mito que ainda precisa ser desfeito?
CYNTYA BARROS — Um dos maiores mitos é acreditar que a acupuntura serve apenas para tratar dores.
A dor é uma das principais razões pelas quais as pessoas chegam até mim, mas a técnica também pode integrar o cuidado de outros sintomas e condições, conforme a avaliação profissional e as evidências disponíveis para cada indicação.
Outro mito muito comum é imaginar que a pessoa precisa acreditar na acupuntura para que ela funcione.
A estimulação fisiológica não depende de fé. O que importa é a indicação adequada, a aplicação correta da técnica e a avaliação dos resultados, respeitando os limites de cada tratamento.
🌟 ANTES DA PRIMEIRA CONSULTA
Que orientação você daria a alguém que está pensando em procurar acupuntura pela primeira vez?
CYNTYA BARROS — Eu diria que não precisa esperar chegar ao limite para procurar ajuda.
Muita gente chega ao consultório dizendo: “Eu devia ter vindo antes”.
Por isso, minha orientação é: venha para ser avaliado. Traga os exames, caso tenha, informe o histórico de saúde, os medicamentos utilizados, a qualidade do sono e os detalhes da rotina.
E não estranhe se você chegar reclamando de dor na região lombar e eu perguntar como está o seu sono. Existe um motivo para essa pergunta: compreender o paciente exige olhar para diferentes aspectos da vida.
Meu conselho é: não espere o seu corpo gritar para começar a cuidar dele.
Dor, estresse, noites mal dormidas e tensão constante não deveriam ser encarados como algo inevitável da rotina.
Procure compreender os sinais do corpo e busque ajuda profissional. Quanto antes identificamos as necessidades e iniciamos o cuidado adequado, maiores são as possibilidades de evitar que determinados problemas se prolonguem ou comprometam ainda mais a qualidade de vida.
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✨ VITRINE CASTELLO
Onde pessoas, marcas e histórias ganham espaço
Nesta segunda edição, Cyntya Barros é a nossa entrevistada e traz conhecimento, experiência e uma conversa esclarecedora sobre acupuntura, saúde e cuidado integral.
A Vitrine Castello nasceu para revelar trajetórias, valorizar competências e aproximar o público de profissionais e empreendedores que têm experiências relevantes para compartilhar.
A cada semana, uma nova história. Um novo talento. Uma marca, um negócio ou uma iniciativa que merece ser conhecida.
Porque dar visibilidade a quem faz a diferença também é uma forma de reconhecer o trabalho, estimular conexões e abrir caminhos para novas oportunidades.
Quem faz a diferença merece estar em evidência.
📺 VITRINE CASTELLO NO YOUTUBE
Todos os domingos, às 20h, horário de Brasília, no canal do Portal Castello no YouTube.
Eu e Cyntya Barros esperamos você neste domingo, 18 de outubro, para mais um encontro com informação, conhecimento e boas histórias.
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Carla Castello Branco
Doutora em Comunicação e Linguagens • Mestre em Educação • Jornalista • Pedagoga • Palestrante • Diretora do Portal Castello
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