Manaus (AM) – 06/03/2026 – Aos 14 anos, a estudante amazonense Geovana Sarraff alcançou um feito raro: escrever, publicar e comercializar de forma independente seu próprio livro na Amazon, a maior plataforma de vendas online do mundo. A obra, intitulada “Branco Cor de Sangue”, é um eBook Kindle do gênero suspense e já chama atenção pela construção narrativa e pela maturidade da trama.
O livro acompanha a história de Margarida, uma jovem que leva uma rotina tranquila trabalhando em uma floricultura. A calmaria é interrompida quando um homem misterioso surge acompanhado de uma jovem sorridente para comprar apenas um buquê de crisântemos. Dias depois, a cidade é abalada por um homicídio: a mulher é encontrada morta, com a flor cuidadosamente posicionada ao lado do corpo. A partir desse episódio, Margarida passa a perceber um padrão perturbador envolvendo clientes da floricultura e a presença silenciosa do visitante enigmático.

Uma mente cheia de ideias
Desde muito cedo, Geovana percebeu que sua imaginação era povoada por histórias, personagens e universos próprios. Em busca de organizar esses pensamentos, encontrou na escrita uma forma de expressão.
“A cabeça vivia cheia de ideias. Era como se existisse um universo inteiro dentro da minha cabeça. Então eu comecei a passar ideias para o papel, como uma forma de extrair as ideias da cabeça”, contou a autora.
Antes da escrita, a jovem experimentou outras linguagens artísticas, como desenho e pintura, mas foi a leitura que despertou definitivamente sua vontade de criar narrativas próprias.
“Eu começava a ler tantos livros incríveis que isso me deu vontade de escrever o meu próprio livro”, relatou.
Inspirada pelas obras que consumia, Geovana decidiu transformar suas ideias em um projeto autoral, mesmo sem saber se conseguiria concluir o desafio. Para ela, o mais importante era tentar.
Construção do suspense
Fã de histórias de mistério, assassinato e suspense, Geovana escolheu esse gênero por ser aquele que mais a prende como leitora. As ideias para o enredo surgiram de forma espontânea, muitas vezes impulsionadas por músicas que escutava, das quais nasciam diálogos e cenas inteiras.
“O meu processo de escrita é bem engraçado. As cenas surgem do nada e eu preciso correr para colocar no papel, senão eu esqueço”, explicou.
O nome da protagonista também nasceu de maneira inesperada, a partir de uma criação artística da própria autora.
“Eu fiz uma rosa muito bonita de margaridas, e daí o nome foi se formando na minha cabeça. Assim surgiu a Margarida”, contou.
Apoio e inspiração
Mesmo jovem, Geovana reconhece a importância das referências literárias e do apoio recebido ao longo do processo. Uma de suas principais inspirações é a autora Randa Nicole, cujo estilo influenciou a estrutura de alguns capítulos.
As amigas também tiveram papel fundamental, ajudando a aprimorar diálogos e incentivando a continuidade do projeto.
“Elas sempre perguntavam como o livro estava ficando, queriam ler, davam ideias. Isso me ajudou muito a fluir melhor na escrita”, afirmou.
Planos para o futuro
Com o primeiro livro publicado, Geovana já pensa nos próximos passos. Seu desejo é alcançar leitores que se identifiquem com suas histórias e compreendam as mensagens que busca transmitir.
“O meu desejo é que o meu livro chegue às pessoas certas, que gostem desse tipo de leitura e consigam entender o significado que eu quis passar”, disse.
A jovem autora pretende explorar outros gêneros no futuro, como fantasia e romance, mostrando que o lançamento de “Branco Cor de Sangue” é apenas o início de uma trajetória literária promissora.
Fonte: JP News Manaus
