Manaus (AM), 30/04/2026 – O número de profissionais da educação da rede municipal de Manaus afastados por problemas de saúde mental cresceu drasticamente nos últimos cinco anos. Dados da Junta Médico-Pericial do município, obtidos pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), revelam que os registros saltaram de 1.005 casos, em 2019, para 2.372 em 2024 — um aumento de 136%.
Entre os mais afetados estão os professores: em 2019, 949 docentes precisaram se afastar, número que subiu para 1.794 no último ano. Os diagnósticos mais recorrentes incluem depressão, transtornos de ansiedade e transtornos depressivos recorrentes.
Condições de trabalho e sobrecarga
Para a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, o quadro é alarmante e reflete o esgotamento da categoria. Entre os principais motivos citados pelo sindicato para o adoecimento estão:
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Salas de aula superlotadas;
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Falta de apoio escolar e suporte para estudantes;
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Jornadas de trabalho exaustivas;
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Descumprimento do Horário de Trabalho Pedagógico (HTP);
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Pressão excessiva por resultados em prazos curtos.
Reforma da Previdência em debate
Os dados estão sendo utilizados pelo Sinteam para contestar a proposta de reforma da previdência municipal, que prevê o aumento do tempo de serviço em cinco anos para homens e sete para mulheres. O sindicato defende a manutenção da aposentadoria especial para a categoria, sob a justificativa de que os profissionais já trabalham no limite de suas capacidades físicas e mentais.
Busca por dados estaduais
O Sinteam informou que solicitou levantamento semelhante à Secretaria de Estado da Educação (Seduc), mas o órgão afirmou não possuir os dados consolidados. Diante da negativa, o pedido de informações foi encaminhado à Secretaria de Estado de Administração.
Até o momento, a Prefeitura de Manaus não detalhou novas políticas de saúde voltadas especificamente para conter o avanço desses diagnósticos entre os servidores da educação.
Fonte: Amazonas Atual
