Manaus (AM), 21/04/2026 – A proximidade de uma forte estiagem no segundo semestre de 2026 já mobiliza o setor produtivo no Amazonas. Diante do risco iminente de impactos na logística e no abastecimento, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio AM) emitiu uma orientação estratégica nesta segunda-feira (20): empresários devem antecipar a compra de mercadorias e reforçar o planejamento operacional para minimizar prejuízos.
O cenário foi debatido em reunião com a Defesa Civil do Amazonas, que apresentou dados preocupantes sobre o clima. Há indícios de eventos extremos influenciados pelo fenômeno El Niño, que pode intensificar a descida dos rios e elevar as temperaturas acima da média histórica.

Gargalo logístico e custos
A maior preocupação das lideranças empresariais recai sobre a navegabilidade dos rios, fundamentais para o transporte de insumos na região. Com a redução do nível das águas, os custos logísticos tendem a subir, refletindo diretamente no preço final ao consumidor e no risco de falta de produtos básicos.
Para o presidente da Fecomércio-AM, Aderson Frota, a prevenção é o caminho para proteger a economia local. “A sinalização de uma nova estiagem reforça a necessidade de planejamento para evitar prejuízos e proteger as empresas”, destacou. A orientação é que o setor aja antes que os efeitos da seca dificultem o acesso às rotas de abastecimento.
Riscos ambientais e sociais
A estiagem na Amazônia, que costuma ocorrer entre julho e outubro, traz consigo desafios que vão além da economia. A baixa dos rios compromete o transporte de combustíveis e alimentos para o interior, além de favorecer o aumento de queimadas e problemas de saúde pública devido à fumaça.
A articulação entre os setores público e privado é vista como essencial para garantir respostas rápidas. A adaptação estratégica de toda a cadeia econômica passou a ser uma necessidade diante de um cenário climático cada vez mais desafiador para o estado.
Fonte: Fecomércio AM / Defesa Civil / Onda Digital
