MANAUS (AM), 12/05/2026 – Enquanto 16 municípios amazonenses ainda enfrentam os impactos da cheia, o estado já acende o sinal de alerta para a estiagem deste ano. Projeções de órgãos internacionais como a NOAA (EUA) e o Serviço Copernicus indicam a formação de um “Super El Niño”, com potencial para repetir ou superar os níveis críticos de seca registrados em 2023 e 2024.
Preparações e socorro federal
A Associação Amazonense de Municípios (AAM) já oficializou pedidos de apoio ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A preocupação é que o isolamento de comunidades dificulte não apenas o acesso a água e comida, mas também a logística das eleições municipais. Segundo a AAM, o custo do combustível para transporte em períodos de seca extrema chega a subir 150%.
Riscos de queimadas
Além do desabastecimento, o risco de incêndios florestais é uma ameaça iminente. Em 2024, o Amazonas bateu recorde com mais de 25 mil focos de calor. Para tentar conter o avanço do fogo, há um esforço para equipar agricultores com maquinário que permita a limpeza e correção do solo sem o uso das tradicionais queimadas, substituindo a prática pelo uso de calcário e trituradores de madeira.
Previsão científica
De acordo com o meteorologista Carlos Nobre, a probabilidade de um El Niño forte ou muito forte é real, mas uma definição mais precisa sobre a intensidade do fenômeno deve ocorrer entre junho e julho. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal do Oceano Pacífico, altera o regime de chuvas e historicamente castiga a região amazônica com severas estiagens.
Fonte: A Crítica
