Manaus, AM (05/07/2026) – Em uma iniciativa inovadora, mais de 150 estudantes do Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, localizado no Centro de Manaus, foram convocados a criar, de diferentes formas, novas expressões para representar o futebol brasileiro. Coordenado pela professora de Educação Física, Monique Cunha, o projeto resultou na produção do livro “Pé do Mundo no Jogo da Molequice”, uma obra que reúne textos e ilustrações feitas manualmente pelos alunos da unidade escolar.

O resgate histórico e o documentário regional
Com 42 páginas dedicadas à história e criatividade, o livro foi idealizado a partir de diversos encontros em sala de aula focados na leitura, contação de histórias e em experiências relacionadas ao futebol de rua. O processo criativo também contou com a apresentação do documentário regional “Amazonas, o Jogo da Bola”, dirigido por Francisco Fill.
Segundo a professora responsável, Monique Cunha, a intenção era garantir que os alunos conhecessem uma vertente da história do futebol do Brasil e do Amazonas que raramente está documentada na literatura tradicional.
“Nós nos deparamos com fatos históricos que não encontramos no Google ou nos livros que temos em nossas mãos. São histórias vividas desde a época colonial, então convidei os estudantes a criarem uma parte dessa história do futebol, trazendo novas expressões que representem o ‘jogo de bola com o pé’”, esclareceu a docente.
Para ela, a Educação Física vai além da prática esportiva e dos gestos técnicos, consistindo em um lugar de existência onde os estudantes podem experimentar juntos, exercendo o poder da imaginação e da criatividade enquanto aprendem.
As criações dos estudantes: “Pebol” e “Undaiaball”
O projeto rendeu aproximadamente 30 formas de escrita diferentes que expressam os sentimentos dos alunos sobre o esporte e seu significado cultural. Entre os destaques estão palavras criadas pelos próprios estudantes:
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Pebol: Palavra desenvolvida pela aluna Maria Júlia, de 12 anos (7º ano), que utilizou diferentes símbolos na escrita. “Onde eu moro, as pessoas do meu bairro chamam de pebol, então fui pensando como é que eu faria as letras dessa palavra pra deixar diferente, como um código. Troquei a letra ‘o’ por uma espiral, que representa algo que não acaba, algo infinito. O pebol é uma brincadeira que todos podem jogar, que todas as crianças conhecem, é muito legal”, declarou a estudante.
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Undaiaball: Termo criado pelo grupo do aluno Asafe Travasso, de 12 anos (6º ano). A inspiração veio de narrações de lances do jogador Jorge Carrascal, em que a expressão “undaia” (similar ao “olé”) era usada para exaltar dribles. O termo surgiu originalmente como fonema rítmico da música “Dizeres”, lançada em 2019 pela cantora Lourena. “O termo rapidamente virou febre e todo mundo começou a falar ‘undaia’ nos dribles e lances. Virou um fenômeno no Brasil”, comentou Asafe.

Digitalização e acesso à obra
Todo o conteúdo escrito e desenhado manualmente pelos alunos passou por um processo de digitalização. A professora Monique foi a responsável por editar e diagramar o material completo.
A versão final em e-book já está disponível para o público e pode ser lida na íntegra acessando o link oficial do projeto: http://bit.ly/44HqAVk.
Fonte: D24am / Com informações da Assessoria
