São Paulo/SP — A influenciadora Bruna Furlan de Nóbrega, neta do humorista Carlos Alberto de Nóbrega, revelou aos seguidores que foi diagnosticada com câncer de mama aos 24 anos. A jovem contou que descobriu, no fim de dezembro de 2025, um carcinoma mamário invasivo do tipo não especial, subtipo mais frequente da doença, com características hormonais, HER2 negativo e já com metástase.
Segundo Bruna, o tratamento será iniciado imediatamente e deve incluir quimioterapia, cirurgia e radioterapia. Ao tornar a informação pública, ela explicou que a decisão veio do desejo de conscientizar outras mulheres jovens sobre o aumento dos casos nessa faixa etária. “Infelizmente, estou com metástase. Decidi tornar isso público porque descobri que o câncer de mama tem crescido entre mulheres mais jovens, e isso me chocou muito”, afirmou.
Crescimento da doença entre jovens
Estudos do Instituto do Câncer mostram que, em 2009, apenas 7,9% dos diagnósticos de câncer de mama no Brasil eram em mulheres com menos de 40 anos. Em 2020, esse número saltou para 21,8%. Outras pesquisas nacionais indicam que cerca de 43% dos casos ocorrem antes dos 50 anos, e 17% até os 40.
Especialistas apontam que esse crescimento está ligado a mudanças no estilo de vida — como sedentarismo, alimentação inadequada, sobrepeso e maternidade tardia — além do avanço dos métodos de diagnóstico, que hoje permitem identificar tumores de forma mais precoce.
Sintomas que merecem atenção
Embora o nódulo palpável seja o sinal mais conhecido, o câncer de mama pode se manifestar de outras formas:
- Alterações no formato ou tamanho da mama
- Retração da pele
- Saída de secreção pelo mamilo
- Dor persistente
- Sensação de endurecimento
Quando diagnosticada precocemente, a doença pode ter taxas de cura que chegam a 95%, reforçando a importância da atenção ao próprio corpo e do acompanhamento médico regular, mesmo entre mulheres jovens.
Juventude e identidade
Bruna também falou sobre o impacto emocional do diagnóstico. “Quando eu descobri meu câncer, fiquei muito revoltada, com uma sensação de injustiça. Como assim, eu tenho 24 anos e tô com câncer de mama?”, desabafou.
Ela destacou que pretende compartilhar todo o processo sem abrir mão da própria identidade: “Eu tô no auge da minha juventude e quero viver isso. Não quero deixar meu tratamento atrapalhar minha vida, nem minha vida atrapalhar meu tratamento”.
Em outro trecho, reforçou o tom positivo que pretende manter: “Vai ser uma longa jornada de exames, quimioterapia, cirurgia e radioterapias. Mas também vai ser uma jornada de amor, felicidade e aprendizados (…) prometo ser fiel a quem eu sou — viciada em viver”.
Tratamento e acompanhamento
De acordo com o Ministério da Saúde, a mamografia é recomendada, em geral, a partir dos 50 anos, a cada dois anos. Casos como o de Bruna reforçam a importância da avaliação individualizada, especialmente quando há sintomas ou histórico familiar.
O tratamento do câncer de mama varia conforme o estágio e o tipo do tumor, podendo incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo.
Ao compartilhar sua história, Bruna transforma a própria experiência em um chamado à atenção e ao cuidado. “Estou me pronunciando antes de, de fato, começar o tratamento. Quero compartilhar os altos e os baixos e continuar vivendo. Tô com câncer, mas tô bem. Sou a mesma Bruna de sempre e vou vencer isso”, concluiu.
Fonte: Portal Terra
