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Caminhoneiros aguardam confirmação de medidas do governo antes de decidir sobre greve

Categoria cobra definição sobre fiscalização eletrônica do frete enquanto Planalto promete endurecer regras

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasil – 18/03/2026 – Caminhoneiros de todo o país decidiram aguardar a publicação oficial das medidas anunciadas pelo governo federal para então definir se haverá ou não uma paralisação nacional. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (18) pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão.

Segundo Landim, a categoria quer entender como será implementada a fiscalização eletrônica integral do frete, anunciada pelo Palácio do Planalto, antes de tomar qualquer decisão definitiva.

“A partir de amanhã a gente decidirá se atendeu o segmento ou não, mas estamos em estado de paralisação”, afirmou.

O posicionamento ocorre após o Ministério dos Transportes anunciar que irá adotar medidas mais rigorosas para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas.

O ministro Renan Filho afirmou que o modelo atual de fiscalização tem se mostrado insuficiente para coibir descumprimentos da tabela.

“Essa ampliação não foi suficiente para garantir na integralidade o cumprimento da tabela do preço mínimo do frete”, declarou.

Segundo o ministro, novas ações devem ter impacto imediato, com uso de instrumentos jurídicos para reforçar a fiscalização.

“Vamos utilizar o expediente jurídico adequado. Eu defendo que a medida seja efetiva e imediata”, disse.

Estado de alerta permanece

Antes mesmo do anúncio oficial do governo, Wallace Landim já havia informado, em vídeo divulgado nas redes sociais, que a categoria decidiu manter estado de alerta após reunião realizada no Porto de Santos, que reuniu lideranças e trabalhadores do setor.

“O que foi colocado é que as condições atuais, com os constantes aumentos no preço do combustível, não permitem manter o transporte rodando”, afirmou.

A principal queixa dos caminhoneiros envolve o aumento do diesel, a pressão sobre os custos operacionais e a falta de reajuste proporcional nos valores do frete, o que, segundo a categoria, inviabiliza a atividade em diversas regiões do país.

A expectativa agora é pela publicação das medidas no Diário Oficial da União, que servirá de base para a avaliação final dos caminhoneiros sobre a possibilidade de paralisação.

Fonte: Correio Braziliense

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