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Conta de energia dos consumidores residenciais sobe 3,79% no Amazonas a partir de 26 de maio

Diretoria da Aneel aprovou reajuste tarifário médio de 6,58% para a antiga Amazonas Energia; alta inicial estimada em 23,15% caiu após aplicação de redutor com recursos de repactuação

Divulgação

Manaus (AM), 19/05/2026 – A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (19), o Reajuste Tarifário Anual de 2026 da antiga Amazonas Energia. O índice médio fixado ficou em 6,58%, um patamar significativamente menor (16,57 pontos percentuais abaixo) do que o valor inicialmente calculado pelas projeções, que era de 23,15%. As novas tarifas entram em vigor no estado a partir do próximo dia 26 de maio.

Divisão por Grupos de Consumo

A aplicação do reajuste vai impactar de maneiras distintas as categorias de clientes atendidas pela concessionária:

  • Baixa Tensão (Residencial): os consumidores conectados em baixa tensão — grupo que engloba residências, propriedades rurais, pequenos comércios e pequenas indústrias — terão uma elevação média de 3,79% nas contas de luz. Essa categoria representa a grande maioria do mercado consumidor, englobando 99,7% de todos os clientes do serviço público de distribuição de energia no Amazonas.

  • Alta Tensão (Indústrias): os consumidores conectados em alta tensão, como as indústrias e as empresas de grande porte, receberão um aumento médio bem mais expressivo, estabelecido em 13,24%.

De acordo com a nota técnica da Aneel, os encargos setoriais e os custos voltados à aquisição de energia elétrica figuraram como os fatores de maior pressão inflacionária sobre as tarifas. O faturamento anual da distribuidora, sediada na cidade de Manaus e responsável pelo atendimento de aproximadamente 1,06 milhão de unidades consumidoras, gira atualmente na ordem de R$ 4,39 bilhões.

Uso de Recursos e Nova Gestão

A redução expressiva do índice geral de 23,15% para a média de 6,58% só foi possível porque a agência reguladora considerou a entrada de recursos decorrentes da repactuação de parcelas devidas a título do Uso de Bem Público (UBP) como um redutor tarifário direto. Diante do cenário de forte alta previsto no início do processo, a concessionária já havia formalizado o pedido de antecipação de R$ 735 milhões em recursos dessa repactuação.

A empresa passou por mudanças recentes em sua estrutura administrativa. A transferência definitiva de controle da distribuidora amazonense foi totalmente concluída e chancelada pelos órgãos competentes em abril deste ano. A Âmbar Energia Amazonas assumiu a concessão e declarou publicamente, por meio de nota oficial, que as prioridades da nova gestão estão concentradas no reequilíbrio financeiro e na melhoria estrutural dos serviços prestados à população.

Impacto Regional e Teto da Tarifa

A nível regional, a Aneel calcula preliminarmente que a injeção de recursos da repactuação do UBP, estimada em mais de R$ 5,53 bilhões, vai gerar um efeito tarifário final médio de 4,51% para os consumidores residenciais de todo o Norte e Nordeste.

Esse patamar de 4,51% funcionará como uma espécie de teto protetivo para os reajustes anuais na região. No caso específico da distribuidora do Amazonas, o percentual final aplicado à baixa tensão (3,79%) conseguiu se posicionar abaixo do teto regional projetado.

Fonte: ATUAL / Estadão Conteúdo / Aneel

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