O Irã atravessa sua crise mais profunda desde a Revolução Islâmica de 1979. O que começou em 28 de dezembro como manifestações contra a desvalorização da moeda nacional rapidamente se transformou em um movimento de massa que pede o fim da teocracia. A resposta do regime tem sido marcada por uma repressão considerada a mais letal em décadas.
De acordo com organizações de direitos humanos, dezenas de pessoas já morreram e centenas ficaram feridas em confrontos com forças de segurança. Além da violência nas ruas, o governo promoveu um apagão digital, restringindo o acesso à internet e às redes sociais para dificultar a comunicação entre manifestantes e a divulgação de imagens dos protestos.
Vídeos e fotos que conseguiram escapar da censura mostram veículos incendiados, barricadas improvisadas e multidões em Teerã enfrentando a polícia. A agência HRANA, que monitora violações de direitos humanos no país, afirma que o número de vítimas cresce diariamente, enquanto autoridades iranianas classificam os atos como resultado de “conspiração externa”.
O movimento, que começou com pautas econômicas, agora reúne diferentes setores da sociedade em torno da exigência de mudanças políticas profundas. Analistas internacionais apontam que a escalada da crise pode representar um ponto de ruptura histórica para o regime iraniano, com impactos que vão além das fronteiras do país.
Fontes: UOL / Reuters / HRANA
