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EUA congelam concessão de vistos para 75 países; Brasil está na lista

Medida anunciada pela Fox News começa em 21 de janeiro e amplia endurecimento migratório do governo Trump

Foto: Getty Images

Washington/EUA — O governo dos Estados Unidos vai suspender a concessão de vistos para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil, a partir de 21 de janeiro, segundo reportagem da rede norte-americana Fox News.

Um documento interno do Departamento de Estado, ao qual a emissora teve acesso, orienta funcionários consulares a recusarem pedidos de visto das nações listadas. A medida será válida por tempo indeterminado e representa um dos maiores bloqueios migratórios já anunciados por Washington.

Países afetados

Além do Brasil e da Rússia, estão na lista países como Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Afeganistão, Iêmen e Tailândia. A relação completa ainda não foi divulgada oficialmente.

Justificativa oficial

Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott, “a imigração desses 75 países será suspensa enquanto o órgão reavalia os procedimentos de processamento de vistos para impedir a entrada de estrangeiros que se beneficiariam de programas de assistência social e benefícios públicos”.

A medida reforça a política de endurecimento migratório do presidente Donald Trump, que já havia promovido a revogação de milhares de vistos e ampliado deportações.

Impacto para brasileiros

O Brasil é um dos países com maior fluxo de emissão de vistos para os EUA na América Latina. Caso confirmada oficialmente, a suspensão pode afetar turistas, estudantes e profissionais que planejavam viagens, além de gerar cancelamentos e prejuízos para quem já tinha passagens compradas.

Repercussão internacional

Até o momento, o Itamaraty não se pronunciou sobre o caso. Especialistas em relações internacionais avaliam que a medida pode provocar tensões diplomáticas e afetar setores como turismo, intercâmbio acadêmico e negócios bilaterais.

A decisão ocorre poucos dias após Trump participar de um encontro com empresas de petróleo na Casa Branca, em 9 de janeiro, reforçando sua agenda de política externa e econômica.

Fonte: UOL

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