Portal Castello
BrasilEconomia

EUA voltam a criticar Pix e regras brasileiras para big techs em relatório comercial

Documento do governo americano aponta barreiras em sistema de pagamentos e tarifas de importação

Imagem: Divulgação

Rio de Janeiro, 01/04/2026 — O governo dos Estados Unidos voltou a criticar o Brasil em seu relatório anual de comércio, destacando o sistema de pagamentos instantâneos Pix e políticas regulatórias para plataformas digitais como entraves às exportações americanas.

O relatório

O Relatório de Estimativa Nacional do Comércio Exterior de 2026, divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), tem 534 páginas, das quais oito são dedicadas ao Brasil. O texto retoma pontos já levantados em investigações anteriores e lembra medidas adotadas em 2025, quando o presidente Donald Trump impôs tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros após acusar o país de práticas desleais.

Pix como alvo

Washington afirma que o Banco Central dá “tratamento preferencial” ao Pix, o que poderia prejudicar empresas estrangeiras de pagamentos eletrônicos, como bandeiras de cartão de crédito americanas. O relatório cita ainda que instituições financeiras com mais de 500 mil contas são obrigadas a oferecer o sistema, o que seria uma imposição regulatória desfavorável às companhias internacionais.

Críticas às big techs

O documento também aponta regras brasileiras de regulação digital como restritivas. Segundo os EUA, exigências de transparência e moderação de conteúdo podem representar barreiras comerciais para plataformas americanas.

Tarifas e protecionismo

O relatório destaca que o Brasil mantém tarifas “relativamente altas” sobre importações em setores como automóveis, tecnologia da informação, eletrônicos, produtos químicos, plásticos, máquinas industriais, aço e têxteis. Para os EUA, isso cria obstáculos às exportações e gera incertezas, já que o governo brasileiro pode alterar tarifas dentro da flexibilidade permitida pelo Mercosul.

Pirataria e propriedade intelectual

Apesar de reconhecer avanços, o USTR afirma que ainda há desafios de fiscalização. A Rua 25 de Março, em São Paulo, é citada como mercado notório de falsificação e pirataria. O relatório também pede maior rigor na tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), considerada um ponto crítico para contrabando e venda de produtos ilegais.

Impacto nas relações comerciais

A publicação anual da USTR lista barreiras às exportações americanas e obstáculos ao comércio digital em diversos países. No caso do Brasil, as críticas reforçam tensões comerciais já existentes e podem servir de justificativa para novas medidas de pressão, como tarifas adicionais ou restrições a produtos brasileiros.


Fonte: O Globo

Relacionados

Polo Industrial de Manaus fatura R$ 165 bilhões e registra alta de 10,47% em 2026

Araujo

VÍDEO: Homem viaja 2 km para encontrar namorada e descobre que ela é IA

Araujo

VÍDEO: Repórter da Jovem Pan é hostilizado durante ato em São Paulo

Araujo

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Entendemos que você está de acordo com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceitar Leia mais