Relatos publicados por frequentadores nas redes sociais apontam problemas durante uma festa de Halloween realizada na K4 Lounge, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus. Entre as queixas estão mal-estar após a dispersão de uma substância em pó dentro da boate, dificuldade para sair do estabelecimento e falta de atendimento imediato.
Alguns clientes associaram o material a um pó químico utilizado em extintores de incêndio. No entanto, não há confirmação independente sobre a composição da substância nem informações oficiais sobre quantas pessoas apresentaram sintomas.
Além das reclamações relacionadas ao episódio, uma pessoa relatou ter sido agredida por um segurança da casa noturna. A denúncia também foi divulgada nas redes sociais.
O que diz a K4 Lounge
Em manifestação publicada após as reclamações, a administração da K4 Lounge abordou problemas no funcionamento do evento. A empresa admitiu falhas na organização das filas e no controle do fluxo de pessoas, tanto na entrada quanto na saída.
A boate informou que opera com capacidade máxima definida e que, quando esse limite é alcançado, a entrada de novos clientes fica condicionada à saída de quem já está no local.
Sobre a ocorrência envolvendo um extintor, a casa noturna afirmou que algumas pessoas danificaram estruturas do estabelecimento e fizeram o acionamento indevido do equipamento.
A nota também menciona possíveis consequências da dispersão do conteúdo de um extintor em espaço fechado, como irritação nos olhos, desconforto respiratório e crises de ansiedade. A explicação, porém, não confirma que o produto citado pelos frequentadores seja exatamente o mesmo material liberado no episódio.
A administração acrescentou que mantém bombeiros, brigadistas e socorristas durante as festas.
Denúncias ainda precisam ser esclarecidas
A K4 Lounge pediu desculpas pelos transtornos e informou que pretende rever os procedimentos de acesso, organização das filas e atendimento ao público.
Apesar do posicionamento, permanecem sem esclarecimento as circunstâncias em que a substância foi liberada, os relatos de falta de assistência e a denúncia de agressão atribuída a um funcionário.
Até a publicação desta matéria, não havia informação sobre eventual apuração por parte dos órgãos de fiscalização ou das autoridades de segurança.
