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Fiscalização em Manaus apreende Mounjaro clandestino e outros 20 medicamentos para emagrecer

Operação do Procon recolheu produtos sem registro da Anvisa e abriu investigação por crime contra a saúde pública

Foto: Antonio Pereira/Semcom

Manaus – 06/02/2026 – Uma operação do Procon Manaus apreendeu 21 medicamentos vendidos de forma irregular, entre eles seringas de tirzepatida — conhecida como “Mounjaro” — durante fiscalização contra o comércio clandestino de produtos para emagrecimento nas redes sociais.

Entre os itens recolhidos estavam 19 seringas fracionadas sem identificação, além de ampolas de Lipoless e tirzepatida sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão também determinou a retirada de um vídeo que promovia a venda ilegal dos medicamentos.

Segundo a presidente do Procon Manaus, Onilda Abreu, a ação tem caráter preventivo e busca proteger a saúde dos consumidores. “São medicamentos contrabandeados e vendidos sem controle sanitário. Alertamos a população para não comprar produtos emagrecedores ou qualquer remédio pelas redes sociais, pois isso pode causar sérios danos à saúde”, afirmou.

A fiscalização contou com apoio da Vigilância Sanitária de Manaus (Visa Manaus), da Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (Decon-AM), do Conselho Regional de Farmácia (CRF-AM) e do Conselho Regional de Medicina (Cremam).

O estabelecimento foi autuado por infrações ao Código de Defesa do Consumidor, como venda fora das normas sanitárias, publicidade abusiva, ausência de nota fiscal e falta de informações obrigatórias ao consumidor.

De acordo com a Visa Manaus, a tirzepatida exige armazenamento refrigerado entre 2 °C e 8 °C para manter a eficácia. Sem controle de procedência e conservação, o produto pode perder o efeito ou oferecer riscos à saúde.

A Polícia Civil informou que a venda de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida pode configurar crime contra a saúde pública, previsto no artigo 273 do Código Penal. O material foi apreendido para perícia, e um inquérito policial foi instaurado para apurar responsabilidades.

O Procon orienta que denúncias sobre comércio irregular de medicamentos sejam feitas pelos canais oficiais: Disque 151 ou WhatsApp (92) 98802-3893.

Fonte: EM TEMPO

 

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