São Paulo (SP), 10/04/2026 — O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,88% em março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,14%.
A expectativa dos economistas era de avanço de 0,7% no mês e de 4% em 12 meses. Apesar do resultado acima do esperado, o índice permanece dentro da faixa de tolerância da meta de 3% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com limite máximo de 4,5%.
Principais destaques
- Transportes: alta de 1,64%, puxada pelos combustíveis (+4,59%).
- Gasolina: subiu 4,59% e foi o item que mais pressionou o índice, com impacto de 0,23 p.p.
- Óleo diesel: disparou 13,90%.
- Etanol: alta de 0,93%.
- Gás veicular: queda de 0,98%.
Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA do IBGE, o aumento foi influenciado pelo conflito no Irã, que afetou o comércio global de petróleo, além de reajustes recentes da Petrobras. Sem a alta da gasolina, o IPCA de março teria ficado em 0,68%.
Outros grupos
- Alimentação e bebidas: 1,56% (tomate +20,31%, cebola +17,25%, batata +12,17%).
- Habitação: 0,22%.
- Artigos de residência: 0,51%.
- Vestuário: 0,46%.
- Saúde e cuidados pessoais: 0,42%.
- Despesas pessoais: 0,65% (ingressos de cinema e teatro +3,95%).
- Educação: 0,02%.
- Comunicação: 0,19%.
Medidas do governo
Diante da pressão dos combustíveis, o governo federal anunciou um pacote de R$ 30,5 bilhões para tentar conter a alta dos preços.
Fonte: g1 / IBGE
