Tel Aviv (Israel) – 19/02/2026 – Israel elevou o nível de alerta e intensificou preparativos militares diante de sinais de que um ataque conjunto com os Estados Unidos contra o Irã pode ocorrer nos próximos dias. A informação foi confirmada à CNN por duas fontes israelenses, incluindo um oficial militar, que afirmaram que o país está cada vez mais cético em relação às negociações entre Washington e Teerã.
Segundo as fontes, Israel acelerou seu planejamento operacional e defensivo mesmo após o anúncio de progresso na segunda rodada de negociações realizadas na terça‑feira (17). Uma delas afirmou que uma eventual ofensiva, caso autorizada pelo presidente norte‑americano Donald Trump, seria mais longa que o conflito de 12 dias registrado em junho de 2025 e envolveria ações coordenadas entre os dois países.
O primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu realizou consultas especiais de segurança ao longo da semana para avaliar a prontidão das Forças de Defesa de Israel. Autoridades também se reuniram a portas fechadas com o comando da Defesa Civil. O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Parlamento, Boaz Bismuth, declarou que o país vive “tempos desafiadores” e que tanto governo quanto população estão se preparando “para qualquer cenário”.
O ex‑chefe da inteligência militar Amos Yadlin afirmou ao Canal 12 que Israel está “muito mais perto de um ataque do que antes”. Ele disse ainda que, apesar de ter participado da Conferência de Segurança de Munique na semana passada, “pensaria duas vezes antes de viajar de avião neste fim de semana”.
Tensão entre Irã e Estados Unidos
Trump voltou a ameaçar ação militar caso o Irã não aceite negociar um novo acordo nuclear. O presidente afirmou ter enviado uma “grande frota” para a região, incluindo o porta‑aviões Abraham Lincoln e caças F‑35.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, rejeitou qualquer negociação sob ameaça, afirmando que conversas só ocorreriam se pressões e exigências fossem retiradas. Ele também disse que as Forças Armadas do Irã estão preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território ou águas iranianas.
A escalada entre os dois países ganhou força após a repressão aos protestos iniciados em janeiro, motivados pela crise econômica e inflação. Durante as manifestações, mais de 5 mil pessoas morreram, segundo grupos de direitos humanos, e houve bloqueio da internet em diversas regiões.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo iraniano, alertou que qualquer ataque dos EUA seria considerado “o início de uma guerra”.
Fonte: CNN
