Manaus (AM), 19/01/2026 — O Centro Universitário CEUNI-Fametro e a Universidade Nilton Lins receberam conceito 1, a nota mais baixa do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Ministério da Educação (MEC). O resultado coloca os cursos de Medicina das duas instituições entre os piores do Brasil e abre caminho para sanções administrativas.
Avaliação nacional
O Enamed avalia competências clínicas, éticas e de formação geral de estudantes concluintes de Medicina, funcionando como um termômetro da qualidade dos cursos oferecidos no país.
- Instituições que recebem conceitos 1 ou 2 passam a ser consideradas insatisfatórias pelo MEC.
- As punições podem incluir restrições no Fies, suspensão de vagas e bloqueio de novos ingressos, medidas que impactam diretamente a sustentabilidade dos cursos.
Fametro sob pressão política
A Fametro é administrada pela empresária e professora Maria do Carmo Seffair (PL), que atualmente se apresenta como pré-candidata ao Governo do Amazonas. O desempenho negativo ocorre em um momento de maior exposição pública da gestora, ampliando a polêmica sobre sua atuação à frente de uma das maiores redes privadas de ensino do estado.
Mensalidades altas, qualidade questionada
O resultado ganha ainda mais relevância diante das mensalidades elevadas cobradas pelas instituições privadas. Estudantes, familiares e especialistas criticam a falta de retorno proporcional em termos de formação de qualidade e preparação profissional.
Contraste com universidades públicas
No Amazonas, o contraste é evidente:
- Fametro e Nilton Lins: conceito 1 (pior nota).
- UFAM e UEA: conceito 3, considerado regular.
A diferença reforça críticas recorrentes sobre a expansão acelerada de cursos de Medicina na rede privada, muitas vezes sem a estrutura acadêmica e hospitalar necessária para uma formação adequada.
Repercussão
Com a divulgação do resultado, Fametro e Nilton Lins enfrentam não apenas possíveis sanções administrativas do MEC, mas também um desgaste político e público, além de questionamentos sobre o real valor do ensino oferecido frente às mensalidades cobradas.
Fontes: CM7 Brasil / MEC
