Estados Unidos – 17/02/2026 – A disseminação do Trichophyton mentagrophytes tipo VII (TMVII), infecção fúngica conhecida como “coceira na virilha” quando atinge a região genital, tem gerado preocupação entre autoridades de saúde em países da Europa, Estados Unidos, Canadá e partes do Oriente Médio. O avanço do fungo levou especialistas a classificarem o quadro como uma potencial ameaça à saúde pública.
A micose é provocada por um dermatófito que se alimenta de pele morta, cabelo e unhas. Embora não seja fatal, pode ser difícil de diagnosticar e ocasionar cicatrizes ou danos permanentes à pele. Em julho de 2025, um surto foi registrado no estado de Minnesota, nos EUA, totalizando 13 infecções desde então. Na Europa, casos começaram a ser identificados em 2021, inicialmente na França, e posteriormente em países como Alemanha e Espanha.
Antes associada a viagens ao Sudeste Asiático, a infecção passou a ser observada em pacientes que não visitaram a região. O TMVII é transmitido principalmente por contato pele a pele, inclusive durante relações sexuais, mas também pode se espalhar por toalhas, roupas de cama e peças compartilhadas.
Os sintomas podem levar até três semanas para surgir e incluem erupções cutâneas no rosto, membros, virilha e pés. A condição costuma começar como uma pequena mancha vermelha e coceira, que se expande progressivamente, podendo ficar inflamada e dolorosa. O diagnóstico é feito com coleta de amostra da área afetada para análise laboratorial.
O consultor em doenças infecciosas Neil Stone, do University College London Hospitals, afirmou ao jornal The Sun que a tendência é de expansão global da infecção. “Cabe aos médicos reconhecer a doença, realizar os testes apropriados e buscar aconselhamento de especialistas para o tratamento”, alertou.
O avanço do TMVII ocorre em um contexto de crescente preocupação com a resistência antifúngica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia alertado, em 2022, que fungos patogênicos, incluindo espécies que causam candidíase, estão se tornando mais difíceis de tratar, o que pode trazer impactos significativos para a saúde global.
Fonte: D24AM
