O Norte do país enfrenta aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre adultos e idosos, impulsionado pela influenza A, segundo a última edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz. Acre, Amazonas, Pará e Tocantins estão entre os estados com maior crescimento.
Também há aumento de hospitalizações por SRAG em estados do Nordeste, como Bahia, Maranhão e Piauí, em Santa Catarina no Sul e retomada do crescimento no Espírito Santo. O levantamento corresponde à Semana Epidemiológica 50, de 7 a 13 de dezembro.
O Boletim InfoGripe monitora casos de SRAG no país e auxilia a vigilância em saúde na identificação de áreas prioritárias para prevenção e resposta a emergências. Nos últimos 15 dias, cinco estados e o Distrito Federal registraram incidência de SRAG em nível de alerta ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas seis semanas. Entre as capitais, Rio Branco, Manaus, Belém, Palmas e Macapá seguem o mesmo padrão.
Tatiana Portella, pesquisadora do Procc/Fiocruz e do InfoGripe, reforça a importância da vacinação contra influenza, especialmente no Norte, onde a campanha está começando. Ela alerta que os grupos de risco devem se vacinar para se proteger de casos graves e óbitos.
No Amazonas, o aumento de SRAG atinge crianças de até dois anos, causado pelo Vírus Sincicial Respiratório. No Distrito Federal, crianças de até quatro anos têm casos impulsionados por metapneumovírus e rinovírus. Em Mato Grosso, ainda não foi identificado o vírus responsável pelo crescimento.
Entre crianças e adolescentes de até 14 anos, o rinovírus é a principal causa de hospitalizações por SRAG. Em crianças de até dois anos, a maioria dos casos classificados como “outros” está ligada ao metapneumovírus. Entre jovens, adultos e idosos, houve leve diminuição nos casos, mas os estados do Norte, Nordeste e Sul ainda registram aumento. A Covid-19 continua entre os principais vírus que causam SRAG em idosos.
Em 2025, já foram notificados 224.721 casos de SRAG, sendo 52,3% positivos para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 37,4% foram por VSR, 29,3% por rinovírus, 23,1% por influenza A, 8,5% por SARS-CoV-2 e 1,2% por influenza B. Entre os óbitos, 13.234 pessoas morreram por SRAG, 48,2% por influenza A, 24,4% por SARS-CoV-2, 14,7% por rinovírus, 11% por VSR e 1,8% por influenza B.
