Portal Castello
Mundo

Onda de calor extremo na Europa deixa mais de 1,3 mil mortos e afeta infraestrutura de diversos países

Foto: REUTERS/Sarah Meyssonnier

Genebra, Suíça (28/06/2026) – Uma onda de calor histórica atinge a Europa, resultando em mais de 1,3 mil mortes acima do esperado desde o dia 24 de junho, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O fenômeno afeta diretamente cerca de 150 milhões de pessoas e já estabeleceu novos recordes de temperatura em países como Alemanha (41,5°C), França (acima de 40°C), República Tcheca, Suíça e Dinamarca.

Foto: Divulgação

Foto: REUTERS/Sarah Meyssonnier

Sobrecarga na saúde e danos à infraestrutura

Os sistemas de saúde de várias nações estão sob forte pressão. Na França, que registrou cerca de mil óbitos a mais que o previsto, a maioria das vítimas possui mais de 65 anos e os atendimentos de emergência dispararam. A Espanha também contabilizou 212 mortes em um intervalo de apenas quatro dias associadas às altas temperaturas.

Além do risco à vida humana, o calor extremo impactou severamente o setor de energia e os transportes no continente:

  • Hungria: A usina nuclear de Paks precisou reduzir a geração de eletricidade devido ao aquecimento das águas do rio Danúbio, que são utilizadas no resfriamento dos reatores.

  • Alemanha: O calor provocou rachaduras em trechos de rodovias e risco de deformação nos trilhos, levando as empresas ferroviárias a flexibilizarem as regras de cancelamento de viagens para os passageiros.

Aquecimento global e alerta econômico

Cientistas afirmam que a intensidade do fenômeno é impulsionada por um padrão atmosférico conhecido como “bloqueio ômega”, que estaciona o ar quente sobre a região, sendo diretamente potencializado pelo aquecimento global.

Especialistas alertam que essas ondas de calor deixaram de ser eventos passageiros e representam uma ameaça econômica crônica. Segundo Katharina Utermöhl, pesquisadora de políticas econômicas da Allianz, temperaturas acima de 30°C reduzem a produtividade no trabalho em 3% a cada grau adicional, enquanto os custos de energia sobem 1,2%. Um estudo da seguradora projeta que as perdas acumuladas apenas para a economia da Alemanha podem chegar a US$ 131 bilhões entre 2026 e 2030, caso os episódios se tornem mais frequentes.

Fonte: g1 / OMS / Reuters / AFP / DW

Relacionados

Acidente em parque Six Flags deixa um morto e feridos após incidente em montanha-russa nos EUA

Araujo

Papa Leão XIV será internado para cirurgia de retirada de nódulo no pulmão

Araujo

VÍDEO: Carregador portátil pega fogo durante voo na Índia, e avião faz pouso de emergência

Araujo

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Entendemos que você está de acordo com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceitar Leia mais