Caracas/Nova York – Pelo menos 40 pessoas, entre civis e militares, morreram durante a operação internacional que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, neste sábado (3), segundo informações do jornal americano The New York Times. A ação envolveu mais de 150 aeronaves dos Estados Unidos, enviadas para neutralizar as defesas aéreas da Venezuela e permitir o avanço das tropas.
Após a ofensiva, Maduro e Cilia Flores foram transportados por helicópteros militares até o navio de guerra USS Iwo Jima, posicionado no mar do Caribe. De lá, seguiram em um Boeing 757-200 do Departamento de Justiça americano, que partiu da Baía de Guantánamo, em Cuba, com destino aos Estados Unidos. O espaço aéreo da região foi fechado durante a operação.
O avião pousou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, em Nova York. Maduro desembarcou algemado, escoltado por agentes federais, vestindo roupas cinza claras.
Acusações formais
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro e Cilia Flores foram formalmente acusados de:
- conspiração para narcoterrorismo;
- conspiração para tráfico de cocaína;
- posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
- conspiração para posse de metralhadoras.
Ambos serão julgados em um tribunal federal em Nova York.
Repercussão internacional
A operação, considerada uma das maiores intervenções militares recentes na América Latina, gerou forte reação internacional. A China exigiu a “libertação imediata” de Maduro e criticou a ação dos EUA, classificando-a como violação da soberania venezuelana.
Fechamento – A captura de Nicolás Maduro simboliza o colapso definitivo do regime chavista, mas também inaugura um período de instabilidade política e institucional na Venezuela. O episódio, marcado por mortes e forte mobilização militar, deve ter impactos duradouros nas relações internacionais e na segurança regional.
Fonte: Correio Braziliense
