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Palácio Rio Negro reúne história, arquitetura e programação cultural no Centro Histórico de Manaus

Construído no auge do ciclo da borracha, edifício preserva memória política do Amazonas e funciona hoje como centro cultural com visitação gratuita

Foto: Divulgação/SEC

Manaus – 14/03/2026 – O Palácio Rio Negro é um dos edifícios mais emblemáticos da história do Amazonas e integra o roteiro cultural do Centro Histórico de Manaus. Atualmente funcionando como Centro Cultural, o espaço reúne arquitetura preservada, memória política e programação artística, com entrada gratuita para o público.

Construído em 1903, em estilo eclético, o prédio foi originalmente residência do comerciante alemão Karl Waldemar Scholz, um dos empresários mais ricos do ciclo da borracha. À época, a imponência da construção refletia o auge econômico vivido pelo estado entre o fim do século XIX e o início do século XX.

Do Palacete Scholz à sede do governo

Inicialmente chamado de Palacete Scholz, o imóvel foi projetado pelo arquiteto italiano Antonio Jannuzzi e edificado em um terreno com mais de 4,7 mil metros quadrados, contando com 16 cômodos, jardins e mobiliário importado.

Com a queda do preço da borracha a partir de 1912 e os impactos da Primeira Guerra Mundial, Scholz hipotecou o imóvel e retornou à Alemanha, onde faleceu sem voltar a Manaus. Em 1917, o prédio foi adquirido pelo Governo do Amazonas, durante a gestão do governador Pedro de Alcântara Bacellar, passando a ser denominado Palácio Rio Negro.

Por décadas, o local funcionou como sede do Poder Executivo estadual e residência oficial dos governadores, função que exerceu até 1995.

Tombamento e transformação em centro cultural

Em 3 de outubro de 1980, o Palácio Rio Negro foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Amazonas. Após processos de restauração e adaptação, o edifício foi oficialmente transformado em Centro Cultural em 28 de agosto de 1997, ampliando o acesso da população ao espaço.

Desde então, o local passou a sediar exposições, recitais, lançamentos de livros, espetáculos musicais, apresentações de dança, teatro e outras atividades culturais. Mesmo com o novo perfil, o prédio mantém um gabinete de despachos, utilizado eventualmente para atos oficiais.

Palácio Rio Negro foi construído no início do Século XX (Foto: Reprodução)

O que o visitante encontra

Durante a visita, é possível percorrer dois andares do palácio e conhecer salões preservados com grande parte do mobiliário original. O acervo conta com 228 peças, entre móveis, obras de arte e objetos históricos.

Entre os destaques estão:

  • Escadaria suspensa em madeira de lei
  • Piso original em acapu e pau-amarelo, madeiras amazônicas
  • Três relógios suíços históricos
  • Mesa de jacarandá em estilo inglês
  • Poltronas, estantes e cadeiras de palhinha
  • Obras de artistas como Moacir Andrade e Branco e Silva
  • Painel com fotografias de todos os governadores do Amazonas

Na área externa, o visitante encontra esculturas em ferro importadas da França e uma estátua em bronze da Medusa, integrada ao jardim frontal.

Local foi durante muito tempo a casa dos governadores (Foto: Divulgação)

Importância turística e cultural

Visitar o Palácio Rio Negro é mergulhar em uma das fases mais marcantes da história de Manaus. O espaço conecta arquitetura histórica, memória política, arte e programação cultural, oferecendo uma experiência que une passado e presente no coração da cidade.

A visitação pode ser guiada ou livre, permitindo ao público escolher entre uma experiência mais informativa ou contemplativa. O terceiro andar, onde há um farol, permanece fechado por questões estruturais, mas é visível ao público.

O palácio também integra um conjunto cultural do Centro Histórico, com ligação ao Parque Jefferson Péres e proximidade com outros equipamentos culturais, favorecendo roteiros a pé.

Palácio Rio Negro preserva mobília da época que foi construído (Foto: Reprodução)

Como visitar o Palácio Rio Negro

Horário de funcionamento

  • Segunda a sábado: 9h às 15h
  • Terça-feira: fechado
  • Domingos: fechado

Entrada

  • Gratuita

Endereço

  • Avenida Sete de Setembro, 1546 – Centro – Manaus

O local é de fácil acesso por transporte público, aplicativos de mobilidade, táxi ou caminhada para quem está hospedado na região central.

Contato para informações

Fonte: Rolê Cultural

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