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Paquistão prevê acordo de paz entre EUA e Irã em 24 horas; Teerã prega cautela sobre prazos

Memorando de entendimento pode encerrar meses de conflito no Oriente Médio. Enquanto Islamabad aponta assinatura eletrônica iminente, porta-voz iraniano descarta formalização neste domingo

Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Islamabad (Paquistão), 13/06/2026 – Os Estados Unidos e o Irã estão próximos de firmar um acordo de paz para encerrar os recentes conflitos militares no Oriente Médio. O avanço diplomático foi anunciado na manhã deste sábado (13) pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que projetou a assinatura eletrônica de um memorando de entendimento para as próximas 24 horas. A declaração foi compartilhada nas redes sociais pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Apesar da sinalização de um desfecho rápido, o governo do Irã adotou uma postura mais reservada quanto ao calendário. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, confirmou que as negociações mediadas em Islamabad avançaram, mas descartou categoricamente que a assinatura ocorra neste domingo (14), ressaltando que a data exata ainda depende de ajustes.

Pontos divergentes do memorando

Até o momento, o texto oficial do acordo não foi divulgado pelas delegações. Contudo, informações de bastidores publicadas pela imprensa dos dois países divergem sobre as concessões centrais:

  • Versão norte-americana (CNN e Reuters): O texto preveria um cessar-fogo imediato de 60 dias em todas as frentes (incluindo o Líbano), o levantamento do bloqueio naval dos EUA, a flexibilização progressiva das sanções financeiras e a reabertura irrestrita do Estreito de Ormuz. Em contrapartida, o Irã teria que desmantelar seu programa nuclear e não receberia os ativos congelados até cumprir todas as metas.

  • Versão iraniana (Agência Mehr): A imprensa estatal de Teerã sustenta que o acordo exige a retirada das forças militares dos EUA do entorno do país e a suspensão imediata de sanções. Além disso, afirma que o Irã não abrirá mão do controle do Estreito de Ormuz e manterá o direito ao enriquecimento de urânio.

Atritos e escalada militar recente

O caminho até a reta final do acordo foi marcado por tensões retóricas. Na sexta-feira (12), Donald Trump criticou os vazamentos na imprensa e acusou os iranianos de negociarem de má-fé. Horas depois, o presidente norte-americano amenizou o tom ao repostar uma declaração do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, que reconhecia que o tratado “nunca esteve tão perto”.

As negociações de paz ganham força justamente após uma severa escalada militar no Golfo Pérsico, ocorrida mesmo sob a vigência de um cessar-fogo provisório.

O atrito mais recente teve início com a queda de um helicóptero dos EUA na região do Estreito de Ormuz. Atribuindo o incidente a um ataque iraniano, as forças norte-americanas bombardearam sistemas de defesa e radares no Irã. Em retaliação, Teerã lançou mísseis contra uma base dos Estados Unidos no Bahrein e anunciou o fechamento do tráfego marítimo em Ormuz, elevando a pressão pela conclusão rápida da rodada de negociações.

Fonte: Redação g1 / Reuters / CNN Internacional

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