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PF prende policial e ex-PMs ligados a esquema que movimentou R$ 100 milhões para facção no Rio

Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram, nesta quarta-feira (7), a Operação Magen, que investiga um grupo suspeito de atuar no comércio ilegal de armas, no vazamento de informações sigilosas e na lavagem de dinheiro para uma organização criminosa.

A operação cumpre sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em municípios da região metropolitana. Entre os alvos estão um policial militar, três ex-PMs e dois ex-ocupantes de cargos comissionados, segundo o MPRJ. A investigação aponta ainda o envolvimento de um policial civil.

Entre os investigados está Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, apontado como líder do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo de Israel. Ele também foi denunciado pelo MPRJ e era procurado.

Grupo teria fornecido fuzis e pistolas

Segundo a investigação, o grupo mantinha uma estrutura organizada para obter, transportar e revender clandestinamente fuzis, revólveres, pistolas, carregadores e munições.

A apuração aponta que policiais e ex-policiais teriam participado das negociações. Em um dos casos descritos pelo MPRJ, um ex-PM teria transportado e vendido dez fuzis AR-15 a Peixão, em outubro de 2022.

Outro investigado, também ex-policial militar, é acusado de fornecer dois fuzis Colt M4 e quatro carregadores para revenda. Já um policial militar teria colocado à venda um revólver calibre .38, nove pistolas Glock 9 mm e 22 carregadores.

Informações sigilosas eram repassadas

A investigação também identificou a participação de agentes da segurança pública que, segundo a PF, utilizavam o acesso funcional a sistemas restritos para consultar e repassar informações.

Entre os dados obtidos estavam mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos, dados de geolocalização e informações sobre ações policiais.

De acordo com a PF, essas informações eram utilizadas para alertar integrantes do grupo sobre operações e também para realizar investigações clandestinas voltadas à extorsão e à obtenção de dinheiro.

Mais de R$ 100 milhões movimentados

As investigações financeiras apontam que o grupo movimentou mais de R$ 100 milhões em quatro anos, entre contas pessoais e empresas de fachada.

O MPRJ também informou que identificou mais de R$ 250 milhões em movimentações relacionadas a pessoas físicas e cinco empresas vinculadas ao grupo. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores, além do sequestro de imóveis e veículos.

Segundo o Ministério Público, uma das empresas teria sido utilizada para movimentar dinheiro em espécie de terceiros e reinserir os valores no sistema financeiro com aparência de legalidade.

Investigados foram denunciados

Ao todo, o GAESF/MPRJ denunciou dez pessoas pelos crimes investigados. Os envolvidos poderão responder, conforme a participação atribuída a cada um, por organização criminosa armada, comércio ilegal de armas de fogo e munições, violação de sigilo funcional, usura e lavagem de capitais.

A Operação Magen é resultado de uma investigação conduzida pela Polícia Federal e pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público.

Meta descrição: PF e MPRJ deflagraram a Operação Magen contra grupo suspeito de vender armas a facção, vazar dados sigilosos e movimentar mais de R$ 100 milhões.

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