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Polícia Civil faz buscas ligadas à campanha de Maria do Carmo após denúncia de Omar Aziz

(Foto: Divulgação)

A Polícia Civil do Amazonas realizou, nesta quinta-feira (29), diligências em endereços ligados à empresária Maria do Carmo Seffair (PL), que disputou o Governo do Amazonas nas eleições de 2026, e a profissionais que integraram sua equipe de campanha. As buscas ocorreram em Manaus e São Paulo e estão relacionadas a uma denúncia apresentada pelo governador eleito Omar Aziz (PSD) sobre vídeos divulgados durante a campanha eleitoral.

O material investigado continha acusações contra Aziz e utilizava imagens de sua filha, que é menor de idade. Um dos vídeos associava o político a acusações de crimes. A investigação apura possíveis violações de direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo informações publicadas pelo BNC Amazonas, as diligências alcançaram endereços associados a integrantes da equipe de comunicação da campanha. Em Manaus, os policiais estiveram em imóveis no bairro Adrianópolis. Outra diligência foi realizada em um endereço ligado ao publicitário George Wilde, em São Paulo, que comandou o núcleo de marketing da candidatura.

Não houve cumprimento de mandados de prisão, conforme as informações divulgadas até o momento. A Polícia Civil ainda não havia apresentado publicamente detalhes sobre os fundamentos das decisões judiciais nem informado o resultado completo das diligências.

Denúncia após a campanha

Após a vitória nas urnas, Omar Aziz afirmou que ele e sua família foram alvo de ataques durante a campanha eleitoral. O governador eleito declarou que buscaria responsabilizar judicialmente os envolvidos na divulgação dos vídeos, especialmente pelo uso da imagem de sua filha menor de idade.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente.

Em manifestação publicada nas redes sociais na segunda-feira (26), o radialista Jefferson Coronel, que também integrou a equipe de campanha, negou participação na produção dos vídeos. Ele afirmou que foi contratado para atuar na assessoria de imprensa e preparar a candidata para os debates, e disse não ter tido acesso ao material questionado.

Até a publicação desta reportagem, a assessoria de Maria do Carmo não havia apresentado posicionamento sobre as diligências.

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