Portal Castello
Política

Eduardo Bolsonaro pode ser extraditado dos EUA após Moraes determinar cumprimento de pena

Foto : Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo; PF avalia medidas para viabilizar o cumprimento da decisão no Brasil

A Polícia Federal avalia a possibilidade de solicitar aos Estados Unidos a extradição do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que vive no país desde 2025. A discussão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar nesta quinta-feira (8) o início do cumprimento da pena imposta ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A decisão tornou-se definitiva, sem possibilidade de novos recursos no processo, e Moraes determinou a expedição de mandado de prisão e o cancelamento dos passaportes brasileiros do ex-deputado.

Extradição depende de trâmites internacionais

Como Eduardo está nos Estados Unidos, o cumprimento da ordem brasileira depende de medidas que envolvem as autoridades dos dois países. A extradição é uma das possibilidades consideradas para que ele responda à decisão da Justiça brasileira, mas não há garantia de que um eventual pedido será aceito pelo governo norte-americano.

A situação migratória do ex-deputado também entrou na discussão. Em julho, ele recebeu um green card, documento que permite a residência permanente nos Estados Unidos. A autorização, porém, não significa, por si só, que ele esteja imune a procedimentos judiciais ou a um eventual pedido de extradição.

A Polícia Federal também pode recorrer a mecanismos de cooperação internacional, conforme as condições previstas para cada medida. A difusão vermelha da Interpol, por exemplo, é um alerta internacional para localizar e solicitar a prisão provisória de uma pessoa procurada, mas não equivale a um mandado de prisão internacional nem determina automaticamente a extradição.

Entenda a condenação

A Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Segundo o entendimento apresentado na decisão, ele atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir no processo que levou à condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Além da pena de prisão, o colegiado estabeleceu 50 dias-multa, cada um no valor equivalente a dois salários mínimos. Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros emitidos em nome do ex-deputado e a adoção das providências para o cumprimento da condenação.

Eduardo critica decisão de Moraes

Em manifestação divulgada após a decisão, Eduardo Bolsonaro chamou a medida de “arbitrária, inoportuna e inócua”. O ex-deputado afirmou que a determinação teria o efeito de aumentar a tensão política no país e contestou a atuação do ministro.

Eduardo vive nos Estados Unidos desde o início de 2025. Durante esse período, atuou como interlocutor entre integrantes da família Bolsonaro e autoridades norte-americanas, em articulações relacionadas a sanções contra autoridades brasileiras e tarifas sobre produtos do Brasil.

A possibilidade de extradição ainda depende dos próximos passos das autoridades brasileiras e da resposta que poderá ser dada pelos Estados Unidos.

Relacionados

Aldenor Lima ameaça acampar em frente ao Ibama para impedir retirada da capivara Filó

Araujo

VÍDEO: ‘Com bandido eu não quero fazer acordo’, diz Alessandra Campelo na Aleam sobre episódio de ameaça

Araujo

PEC da Segurança avança no Senado e prevê regras mais rígidas contra facções

Araujo

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Entendemos que você está de acordo com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceitar Leia mais