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Aldenor Lima ameaça acampar em frente ao Ibama para impedir retirada da capivara Filó

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O vereador Aldenor Lima (União Brasil) afirmou que pretende mobilizar apoiadores para impedir uma nova retirada da capivara Filó de Autazes, no interior do Amazonas. Durante discurso na Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta quarta-feira (14), o parlamentar disse que pode acampar em frente à sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para evitar que o animal seja levado.

A manifestação ocorreu após uma decisão judicial que, segundo o vereador, estabeleceu prazo de 30 dias para que Agenor Tupinambá, tutor de Filó, entregue a capivara ao órgão ambiental.

Ao criticar a medida, Aldenor dirigiu-se ao superintendente do Ibama no Amazonas e declarou: “Joel, você não vai ficar com a capivara Filó nem que eu tenha que acampar lá na frente”.

O parlamentar também questionou a atuação do instituto e afirmou que o órgão deveria concentrar mais esforços no combate às queimadas e ao desmatamento no estado. “Ibama, vá trabalhar, procure o que fazer porque você não vai vencer essa batalha”, disse.

Entenda o caso da capivara Filó

Foto: Reprodução

Filó ganhou repercussão nacional em 2023, após vídeos divulgados nas redes sociais mostrarem a convivência do animal com Agenor Tupinambá, que vive em Autazes. Naquele ano, o Ibama autuou o influenciador por irregularidades relacionadas à manutenção de animais silvestres e determinou a entrega da capivara. O animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Manaus.

Posteriormente, a Justiça Federal concedeu a Agenor a guarda provisória de Filó, estabelecendo condições relacionadas ao transporte, às informações sobre a saúde do animal e à fiscalização ambiental.

Na sessão desta quarta-feira, Aldenor também contestou a capacidade do Cetas para receber animais silvestres. “Quem acompanhou toda essa luta, presidente, da capivara Filó sabe que o Ibama não tem condição nenhuma de abrigar animal nenhum, o Cetas está jogado às traças”, afirmou.

O vereador ainda criticou a magistrada responsável pela decisão e prometeu fiscalizar a atuação do Ibama no caso. A discussão envolve questões relacionadas à proteção da fauna silvestre, às condições de acolhimento dos animais e à possibilidade de retorno à natureza.

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