Portal Castello
Política

PEC da Segurança avança no Senado e prevê regras mais rígidas contra facções

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública avançou no Senado nesta quarta-feira (14), após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) concluir a votação dos destaques pendentes. O texto segue agora para análise do plenário da Casa.

A proposta é uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pretende criar o Ministério da Segurança Pública caso a medida seja aprovada. O texto-base já havia recebido aval da comissão em 2 de setembro, mas ainda restavam três destaques para votação. A sessão desta quarta-feira durou cerca de dez minutos.

Relator da proposta, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) rejeitou todas as alterações sugeridas e manteve o texto aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados. A estratégia do governo é acelerar a tramitação para tentar concluir a votação antes do segundo turno das eleições.

O que muda com a PEC da Segurança Pública

Um dos principais pontos da proposta é a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição. A iniciativa busca ampliar a integração entre União, estados e Distrito Federal no desenvolvimento de políticas de segurança e no enfrentamento ao crime organizado.

O texto também prevê a possibilidade de estabelecer normas para a atuação das forças de segurança, das guardas municipais e do sistema socioeducativo, além de mecanismos de cooperação entre os entes federativos.

Entre as medidas previstas para endurecer o combate às facções criminosas estão:

  • Regime prisional mais rigoroso: previsão de prisão em estabelecimentos de segurança máxima para integrantes de organizações criminosas, conforme as condições estabelecidas no texto.
  • Restrições a benefícios penais: mudanças nas regras relacionadas à progressão de regime, à liberdade provisória, à fiança e às saídas temporárias.
  • Confisco de bens: possibilidade de expropriação de bens e valores relacionados a atividades de organizações criminosas, milícias e grupos paramilitares, nos termos da legislação.

A proposta também prevê a possibilidade de criação de polícias municipais destinadas ao policiamento ostensivo e amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que poderá atuar também em hidrovias e ferrovias.

A Polícia Federal (PF) e a PRF permanecem vinculadas à União, conforme o texto.

Próximas etapas

Com a conclusão da análise na CCJ, a PEC poderá ser submetida ao plenário do Senado. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a aprovação exige dois turnos de votação em cada Casa do Congresso Nacional, com o apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares em cada turno.

Caso o texto seja aprovado pelo Senado sem alterações em relação à versão já aprovada pela Câmara, poderá seguir para promulgação. Se houver mudanças, a proposta deverá retornar à Câmara dos Deputados.

Relacionados

Aldenor Lima ameaça acampar em frente ao Ibama para impedir retirada da capivara Filó

Araujo

VÍDEO: ‘Com bandido eu não quero fazer acordo’, diz Alessandra Campelo na Aleam sobre episódio de ameaça

Araujo

Parintins contrata show de R$ 1 milhão, mas extrato não identifica patrocinadores

Araujo

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Entendemos que você está de acordo com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceitar Leia mais