Manaus (AM) – 17/04/2026 – O projeto Cinema de Arte realiza, neste sábado (18), a terceira edição da Mostra de Cinema Olhar Indígena, com exibição gratuita a partir das 18h30 no Cineteatro Guarany, localizado na Villa Ninita, anexo ao Palácio Rio Negro, na avenida Sete de Setembro, no Centro de Manaus.
A programação, promovida pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, é aberta a todos os públicos e reúne curtas‑metragens produzidos por indígenas durante oficinas de formação audiovisual realizadas em comunidades da capital amazonense.
Idealizada pelo cineasta Diogo Ferreira, a mostra é resultado de um projeto contemplado em duas edições do programa Manaus Faz Cultura. A iniciativa tem como principal objetivo levar a produção cinematográfica para dentro das comunidades, capacitando moradores para que contem suas próprias histórias a partir de suas vivências e perspectivas.
Segundo o produtor e diretor‑geral do projeto e da mostra, o diferencial da iniciativa está justamente na construção de um cinema feito “de dentro para fora”.
“A ideia é que os próprios moradores sejam os agentes do audiovisual, trazendo o olhar da comunidade, e não um olhar externo sobre ela”, destaca Diogo Ferreira.
A programação reúne seis produções realizadas entre 2023 e 2024, em diferentes territórios indígenas, como o Parque das Tribos, a comunidade Waikiru, a Aldeia Gavião e a Aldeia Três Unidos. Entre os destaques está o curta inédito na mostra “Mapinguari” (2023), que apresenta uma narrativa inspirada na mitologia amazônica sob a perspectiva de jovens indígenas.
Também integram a exibição os filmes “Nusoken: Nosso Lugar, Nossa Waikiru” (2023), “Impacto” (2023), “A Caça” (2023), “Valentes” (2023) e “Tawa Hywi” (2024), compondo um panorama diverso de histórias, vivências e tradições.
Sinopses dos filmes
Mapinguari (2023 | 3 min) – Um jovem descrente das lendas de seu povo desafia os amigos ao propor uma prova de coragem envolvendo a entidade mitológica Mapinguari, colocando à prova os limites entre crença e realidade.
A Caça (2023 | 4min53s) – Um jovem indígena obcecado pela caça ignora os alertas sobre o protetor da floresta e acaba enfrentando as consequências de suas escolhas.
Impacto (2023 | 2min32s) – Durante uma caçada, um jovem se depara com algo inesperado, um avião, e passa a segui‑lo, iniciando uma jornada que transforma sua maneira de enxergar o mundo.
Valentes (2023 | 4min02s) – Jovens compartilham histórias de visagens e acontecimentos misteriosos às margens de um igarapé, em um confronto entre imaginação e possíveis verdades.
Nusoken: Nosso Lugar, Nossa Waikiru (2023 | 23min01s) – O documentário apresenta a importância da escola de língua materna para a comunidade Waikiru, abordando identidade, educação e desenvolvimento coletivo.
Tawa Hywi (2024 | 14min14s) – Produzido na Aldeia Gavião, o filme retrata o cotidiano e a cultura do povo Sateré‑Mawé, destacando o protagonismo indígena na construção de narrativas audiovisuais.
Diálogo intercultural
Realizada em abril, mês dedicado aos povos indígenas, a Mostra Olhar Indígena chega à sua terceira edição consecutiva, consolidando‑se como espaço de visibilidade para produções independentes e comunitárias. Ao reunir indígenas e não indígenas na plateia, o evento promove o diálogo intercultural e valoriza a diversidade de narrativas presentes na Amazônia.
Com entrada gratuita, a mostra convida o público a conhecer histórias contadas por quem vive a realidade retratada, ampliando o acesso ao cinema e fortalecendo a produção cultural nas comunidades.
Serviço
Evento: Cinema de Arte – Terceira Edição
Mostra: Olhar Indígena
Data: sábado, 18/04
Horário: 18h30
Local: Cineteatro Guarany – Avenida Sete de Setembro, prédio anexo ao Palácio Rio Negro
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre
Realização: Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas
