Manaus (AM) – 10/02/2026 – A Secretaria de Estado da Educação e Desporto do Amazonas (Seduc-AM) divulgou nota de repúdio contra o conselheiro Ari Moutinho Júnior, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), após ele afirmar em sessão que os últimos três titulares da pasta deveriam ser presos. A declaração inclui a atual secretária Arlete Mendonça e os ex-secretários Kuka Chaves e Luís Fabian Barbosa, este último também conselheiro do TCE.
Na nota, a Seduc classificou as acusações como “genéricas, infundadas e desconectadas da realidade da gestão educacional do estado”. A secretaria lembrou que todas as contas da pasta apreciadas desde 2019 foram aprovadas pela Corte de Contas, estando pendente apenas a prestação referente a 2025.
“A secretaria atua com transparência e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e permanece à disposição dos órgãos de controle para prestar todos os esclarecimentos necessários. No campo educacional, o Amazonas tem avançado com ações voltadas à aprendizagem, formação de professores e acompanhamento pedagógico”, destacou o comunicado.
Embate no TCE
As declarações de Ari Moutinho ocorreram durante sessão do TCE, na segunda-feira (9), quando o conselheiro Luís Fabian Barbosa advertiu municípios que não participaram do lançamento do Programa de Apoio à Melhoria da Qualidade da Educação no Amazonas – TCE pela Educação, iniciativa que busca melhorar indicadores municipais e habilitar prefeituras a receber recursos federais.
Moutinho, em resposta, parabenizou as prefeituras ausentes e afirmou que o Amazonas possui “uma educação que investe mal, que tinha que ter, pelo menos, os três últimos secretários presos”. Ele acusou a Seduc de manter “relações promíscuas com fornecedores” e disse que “esse pacto pela educação deveria começar com a Polícia Federal dentro da Seduc”.
Barbosa rebateu afirmando que não perderia tempo “respondendo a impropérios” e que existem autoridades competentes para investigar eventuais denúncias. O conselheiro também foi interrompido por Moutinho, que o desafiou a permitir a quebra de seus sigilos fiscal e telefônico.
Fonte: A Crítica
