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Saúde

Surto na Índia leva Ministério da Saúde a reforçar vigilância contra o vírus Nipah no Brasil

Risco de chegada ao país é considerado baixo, mas autoridades reforçam protocolos de monitoramento e resposta.

Foto: Reprodução/ Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA

Brasília (DF) – 01/02/26 – Um novo surto do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, na Índia, acendeu o alerta das autoridades de saúde após a confirmação de infecções entre médicos e enfermeiros e a adoção de quarentena para mais de 100 pessoas que tiveram contato com os casos. Apesar do cenário de atenção no sul da Ásia, o Ministério da Saúde brasileiro afirmou que o risco de o vírus chegar ao país é considerado baixo.

Segundo a pasta, os dois casos confirmados até o momento estão restritos a profissionais de saúde e não há indícios de transmissão comunitária nem de disseminação internacional.

“Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais”, informou o ministério, em nota.

O governo destacou ainda que o Brasil mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições como o Instituto Evandro Chagas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também avaliou que o risco de propagação internacional é baixo e, por ora, não recomenda restrições a viagens ou ao comércio com a Índia. Mesmo assim, o vírus Nipah segue classificado como prioritário pela entidade devido ao seu alto potencial epidêmico.

O que é o vírus Nipah
Identificado pela primeira vez em 1998, o vírus Nipah preocupa especialistas pela elevada taxa de letalidade, que pode chegar a 75% dos casos, pela inexistência de vacinas ou tratamentos específicos e pelo risco ampliado em um mundo cada vez mais conectado.

O patógeno circula principalmente entre morcegos frugívoros do gênero Pteropus, mas pode ser transmitido a humanos por meio do consumo de alimentos contaminados, contato com animais infectados ou pela transmissão direta entre pessoas.

Sintomas e evolução da doença
A infecção pode se manifestar de forma variada. Os primeiros sintomas costumam incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Em casos mais graves, o quadro evolui para tontura, sonolência, alteração do nível de consciência e sinais neurológicos compatíveis com encefalite, inflamação do cérebro potencialmente fatal.

Também podem ocorrer pneumonia atípica e insuficiência respiratória grave. Nos quadros mais severos, encefalite e convulsões podem levar ao coma em um intervalo de 24 a 48 horas.

O período de incubação geralmente varia de 4 a 14 dias, mas há registros de casos com início dos sintomas até 45 dias após a infecção.

Atualmente, não há tratamento antiviral específico contra o vírus Nipah. O manejo clínico baseia-se em cuidados intensivos de suporte, com atenção especial às complicações respiratórias e neurológicas.

Fonte: Luís Felipe Granado / Último Segundo

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Surto na Índia leva Ministério da Saúde a reforçar vigilância contra o vírus Nipah no Brasil
Risco de chegada ao país é considerado baixo, mas autoridades reforçam protocolos de monitoramento e resposta.

Brasília (DF) – 31/01/26 – Um novo surto do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, na Índia, acendeu o alerta das autoridades de saúde após a confirmação de infecções entre médicos e enfermeiros e a adoção de quarentena para mais de 100 pessoas que tiveram contato com os casos. Apesar do cenário de atenção no sul da Ásia, o Ministério da Saúde brasileiro afirmou que o risco de o vírus chegar ao país é considerado baixo.

Segundo a pasta, os dois casos confirmados até o momento estão restritos a profissionais de saúde e não há indícios de transmissão comunitária nem de disseminação internacional.

“Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais”, informou o ministério, em nota.

O governo destacou ainda que o Brasil mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições como o Instituto Evandro Chagas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também avaliou que o risco de propagação internacional é baixo e, por ora, não recomenda restrições a viagens ou ao comércio com a Índia. Mesmo assim, o vírus Nipah segue classificado como prioritário pela entidade devido ao seu alto potencial epidêmico.

O que é o vírus Nipah
Identificado pela primeira vez em 1998, o vírus Nipah preocupa especialistas pela elevada taxa de letalidade, que pode chegar a 75% dos casos, pela inexistência de vacinas ou tratamentos específicos e pelo risco ampliado em um mundo cada vez mais conectado.

O patógeno circula principalmente entre morcegos frugívoros do gênero Pteropus, mas pode ser transmitido a humanos por meio do consumo de alimentos contaminados, contato com animais infectados ou pela transmissão direta entre pessoas.

Sintomas e evolução da doença
A infecção pode se manifestar de forma variada. Os primeiros sintomas costumam incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Em casos mais graves, o quadro evolui para tontura, sonolência, alteração do nível de consciência e sinais neurológicos compatíveis com encefalite, inflamação do cérebro potencialmente fatal.

Também podem ocorrer pneumonia atípica e insuficiência respiratória grave. Nos quadros mais severos, encefalite e convulsões podem levar ao coma em um intervalo de 24 a 48 horas.

O período de incubação geralmente varia de 4 a 14 dias, mas há registros de casos com início dos sintomas até 45 dias após a infecção.

Atualmente, não há tratamento antiviral específico contra o vírus Nipah. O manejo clínico baseia-se em cuidados intensivos de suporte, com atenção especial às complicações respiratórias e neurológicas.

Fonte: IG / O Globo

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