Manaus (AM), 20/06/2026 – Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2025, divulgados pelo IBGE, revelam um cenário preocupante para a terceira idade no Amazonas. O número de idosos analfabetos saltou de 60 mil, em 2016, para 68 mil em 2025, um crescimento de 13,3%. Atualmente, a taxa de analfabetismo entre pessoas com 60 anos ou mais no estado é de 15,2%, o que significa que quase um em cada seis idosos não domina a leitura e a escrita.
O contraste geracional
O aumento entre os idosos segue em direção oposta à tendência observada na população geral do Amazonas (acima de 15 anos). Neste grupo, houve uma redução de 22% no número de analfabetos entre 2016 e 2025, baixando de 173 mil para 135 mil pessoas. Com isso, a taxa geral de analfabetismo do estado fixou-se em 5,7%.
A queda no índice geral foi impulsionada pela maior escolarização das faixas etárias mais jovens:
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18 anos ou mais: redução de 21% (de 170 mil para 134 mil).
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25 anos ou mais: queda de 20,9% (de 163 mil para 129 mil).
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40 anos ou mais: declínio de 11,4% (de 132 mil para 117 mil).
Panorama comparativo
O Amazonas, com sua taxa geral de 5,7%, encontra-se abaixo da média nacional de 4,9%, mas ocupa uma posição intermediária na Região Norte: está em situação mais favorável que o Acre (8,9%) e o Pará (6,2%), porém atrás do Amapá (4,5%).
Em nível nacional, o levantamento destaca grandes disparidades:
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Líderes em alfabetização: Santa Catarina (1,5% de taxa geral), Rio de Janeiro (1,6%) e São Paulo (1,9%).
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Maiores taxas de analfabetismo: Alagoas e Piauí (ambos com 13,1%) e Paraíba (11,6%).
O abismo geracional é mais crítico no Nordeste, onde a taxa de idosos analfabetos chega a 35,2% no Piauí e 35,1% em Alagoas, evidenciando que, nessas regiões, mais de um terço da população idosa permanece à margem da alfabetização básica.
Fonte: ATUAL
