A advogada Caroline Frota, que representa a família do professor de 23 anos esfaqueado por um adolescente em Manaus, afirmou que o pai do estudante não teria prestado socorro à vítima após o ataque.
Segundo Caroline, a informação foi relatada por uma testemunha que esteve no local para ajudar a família a recuperar o carro e a bolsa do professor. Conforme o relato apresentado por ela, o pai teria ido buscar o filho após o ataque, visto o professor ferido e não teria prestado atendimento.
Ainda de acordo com a advogada, um médico que estava nas proximidades teria ouvido os gritos, encontrado o professor ferido e acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Ao ser questionada sobre a possível omissão de socorro, Caroline declarou:
“Segundo a testemunha que nós fomos até o local buscar o carro e a bolsa do Vinícius, quem socorreu o Vinícius foi o médico, doutor Mi. E ele nos relatou que o pai foi buscar o filho e disse: ‘Você fez besteira, você fez merda’, e olhou o Vinícius ensanguentado, não prestou socorro em nenhum momento ao Vinícius. E quem prestou o socorro, chamou o Samu, foi esse médico dentista que ouviu os gritos, que ouviu todo o cenário ali do crime.”
Advogada relata dificuldade no registro
Caroline também afirmou que a diretora da instituição de ensino teria encontrado dificuldades para registrar o boletim de ocorrência após o ataque.
Segundo ela, houve uma tentativa de registrar o caso como lesão corporal, em vez de tentativa de homicídio.
“E a família encontrou, a diretora da escola encontrou até problemas na hora de fazer o boletim de ocorrência, porque não queriam registrar lá no primeiro DP como uma tentativa de homicídio, queriam registrar como se fosse uma lesão corporal.”
Na mesma entrevista, a advogada afirmou que o adolescente teria desferido nove golpes de faca contra o professor e classificou o ataque como uma tentativa de homicídio.
O professor foi esfaqueado dentro de uma sala de aula, no bairro Nossa Senhora das Graças, na Zona Centro-Sul de Manaus. Câmeras de segurança registraram o momento do ataque.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai), da Polícia Civil do Amazonas.
