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VÍDEO: Disparo acidental em guarita gera pânico e expõe crise administrativa em condomínio de Manaus

Tiro dentro da portaria quase terminou em tragédia e reacendeu disputa entre moradores

Imagem: Divulgação

Manaus (AM), 19/01/2026 — Um disparo de arma de fogo dentro da guarita do Residencial Jardim Encontro das Águas, no bairro Dom Pedro, zona Oeste de Manaus, quase terminou em tragédia no domingo (18). O tiro partiu da arma de um vigilante recém-contratado e, por pouco, não atingiu uma pessoa que estava próxima à portaria. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

O episódio ocorre em meio a uma disputa interna pelo controle administrativo do condomínio e acirrou ainda mais os ânimos entre os moradores. Para parte dos condôminos, o disparo simboliza o cenário de instabilidade, improviso e insegurança que se instalou após a troca conturbada da gestão.

Disparo ocorreu dentro da guarita

Segundo relatos de moradores, o tiro aconteceu dentro da cabine da portaria, onde dois vigilantes estavam de serviço. Imagens do sistema interno de segurança mostram que a arma de um dos profissionais caiu do suporte e acabou disparando de forma acidental.

As gravações indicam que o projétil não atingiu ninguém por poucos centímetros. O susto foi imediato e gerou pânico entre moradores. O caso reacendeu questionamentos sobre o preparo técnico dos vigilantes e os critérios adotados na recente contratação da nova empresa de segurança.

Troca de segurança e início da crise

A confusão começou após um grupo de condôminos inadimplentes assumir o controle do residencial, destituir a síndica e encerrar o contrato com a antiga empresa de segurança. Em seguida, uma nova empresa foi contratada, decisão que, segundo moradores, foi tomada sem respaldo jurídico claro.

Desde então, denúncias de falhas operacionais, ausência de protocolos e despreparo de profissionais passaram a circular entre os residentes. O disparo acidental, ocorrido poucos dias após a mudança, reforçou a percepção de que decisões administrativas estariam sendo tomadas de forma precipitada e sem planejamento.

Assembleia contestada e disputa administrativa

Moradores afirmam que o grupo que hoje se apresenta como gestor do condomínio chegou ao poder após convocar uma assembleia considerada ilegal. De acordo com os relatos, a reunião não teria respeitado regras básicas previstas na convenção condominial, como prazos de convocação, quórum mínimo e critérios formais de votação.

Mesmo assim, o encontro resultou na criação de uma comissão que declarou a síndica afastada do cargo e passou a exercer funções administrativas. Para condôminos contrários ao movimento, a destituição ocorreu sem a apresentação de documentos ou provas que sustentassem as acusações de má gestão feitas contra a antiga administração.


Fonte: AM POST

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