Manaus (AM), 28/04/2026 – O investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Melquisideque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como “Melqui Galvão”, foi preso nesta terça-feira (28), em Manaus. A prisão temporária foi decretada pela 2ª Vara de Crimes Praticados contra Crianças e Adolescentes da Comarca de São Paulo.
Melqui, que também é uma figura influente no jiu-jítsu e comanda uma academia no bairro Cidade Nova, zona Norte da capital, é investigado por uma série de crimes graves: estupro de vulnerável, importunação sexual, ameaça e invasão de dispositivo informático. Além da prisão, a justiça paulista cumpriu três mandados de busca e apreensão em Jundiaí (SP).

Múltiplas vítimas e relatos de abusos
De acordo com a deputada estadual Alessandra Campelo, que acompanha o caso por meio da Procuradoria da Mulher da ALE-AM, ao menos cinco vítimas já foram identificadas. As denúncias que desencadearam a operação partiram de uma ex-aluna de jiu-jítsu, hoje com 17 anos.
Outras duas vítimas relataram abusos ocorridos anteriormente, sendo que uma delas afirmou que os fatos aconteceram quando ela tinha apenas 12 anos de idade. O investigador teria utilizado sua posição de autoridade e treinador para coagir as adolescentes.
Providências judiciais
A prisão foi coordenada pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo. Melquisideque permanece custodiado em Manaus, à disposição da Justiça. A Procuradoria da Mulher da ALE-AM colocou-se à disposição para acolher outras possíveis vítimas que desejem formalizar denúncias contra o investigador.
Atleta e treinador consolidado, Melqui Galvão é uma figura conhecida no cenário esportivo amazonense, o que gerou forte repercussão nas redes sociais e na comunidade das artes marciais após a confirmação de sua prisão.
Fontes: A Crítica / AM Post
